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Cachorro mordeu um sapo? Veterinária explica o que fazer
Os sapos são anfíbios que possuem glândulas tóxicas na pele; saiba o que fazer quando um cachorro morde um sapo
atualizado
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Você está passeando com seu cachorro e, por um descuido, o pet morde um sapo. E agora, o que fazer? De acordo com a veterinária Brenda Garcia, especialista em animais silvestres e exóticos, o primeiro socorro mais importante é remover imediatamente a toxina do anfíbio da boca do cão.
Entenda
- Os sapos são anfíbios que possuem glândulas de defesa na pele, principalmente as glândulas paratóides, que estão localizadas atrás dos olhos.
- Essas glândulas liberam uma secreção tóxica quando o sapo é pressionado ou mordido.
- A toxina, por sua vez, é composta por substâncias cardiotóxicas, que fazem mal para o coração, e neurotóxicas, que fazem mal para o sistema renal do animal que a ingere.
- Por isso, ao suspeitar ou confirmar que o cachorro mordeu um sapo, é essencial remover imediatamente essa toxina da boca.
Como remover a toxina do cão
Para realizar a remoção da toxina da boca do cão, Brenda recomenda lavar a cavidade oral do animal com bastante água corrente, sempre mantendo a cabeça do pet inclinada para baixo ou de lado. Assim, o tutor evita que o cachorro ingira água contaminada.
“É importante ressaltar sobre a não utilização de produtos caseiros porque isso pode agravar ainda mais a lesão da mucosa. Então, assim que lavar, levar o animal o mais rápido possível para atendimento veterinário, mesmo que os sinais aparentem ser leves”, orienta a veterinária.
Sintomas
De acordo com a profissional, os primeiros sintomas costumam aparecer bem rápido, geralmente em poucos minutos depois do contato com o sapo. “Salivação intensa, formação de espuma na boca, irritação oral, gengivas avermelhadas, náusea e vômito são alguns dos sinais.”
O cachorro também pode apresentar inquietação, desconforto, vocalização e tentativa constante de esfregar o focinho. Em casos mais graves, Brenda cita que os cães podem ter tremores musculares, alterações neurológicas, desorientações, convulsões e alterações no ritmo cardíaco.
Atenção: qualquer contato com sapo deve ser levado a sério!
Independente se o cachorro está sintomático ou não, a veterinária Brenda Garcia ressalta: qualquer contato com sapo deve ser levado a sério. Por isso, é imprescindível levar o animal para atendimento veterinário imediato.
Como prevenir o contato com sapos
A prevenção está diretamente ligada ao controle ambiental e a supervisão do animal. Segundo Brenda Garcia, os sapos são mais ativos à noite, em períodos chuvosos e em ambientes úmidos.
Então, é importante eliminar focos de umidade excessiva, evitar acúmulo de água parada, manter os jardins e os gramados bem cuidados e reduzir os locais que possam servir de abrigo, como entulhos e folhas acumuladas.
“Durante os passeios, especialmente à noite ou após chuva, é sempre importante manter o animal na guia. Tem essa tensão porque os cães se aproximam por curiosidade e esse contato pode acontecer em segundos”, alerta a profissional.
Se o animal for mais inquieto, Brenda recomenda a utilização de fucinheira.


















