Banho em cachorro: limpeza em excesso causa risco à saúde do pet
Veterinária explica com que frequência cães saudáveis devem tomar banho e os riscos do excesso de higiene

A frequência do banho em cachorros saudáveis depende de vários fatores, como o tipo de pelo, o ambiente em que vivem e até a rotina do animal. Segundo a veterinária Juliana Stephani, cães com pelo curto podem tomar banho com menor frequência, uma vez por mês a cada 15 dias. Já aqueles com pelos longos podem precisar de banhos semanais, a cada 7 a 10 dias.
De acordo com a especialista, animais que têm pele sensível ou apresentam alergias e problemas dermatológicos devem ter uma rotina de banho orientada pelo veterinário. “É o profissional quem indicará a frequência adequada e os produtos mais indicados para cada caso”, afirma.
Em geral, a veterinária afirma que o banho pode ser dado uma vez por semana para animais com boa saúde. Mais do que isso, no entanto, pode ser prejudicial. “O excesso de banhos remove a camada protetora da pele, composta por óleos naturais, o que deixa o animal mais vulnerável a infecções, irritações e ressecamento. Isso pode gerar lesões, coceira intensa e até produção compensatória de oleosidade”, explica.

O ambiente em que o animal vive também influencia. Segundo Juliana, cães com acesso à rua, areia ou terra tendem a precisar de banhos mais frequentes. Já os que vivem em apartamentos ou centros urbanos, sem contato com esses ambientes, não têm essa necessidade obrigatória.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesQuanto ao tipo de shampoo, a especialista explica que há fórmulas específicas para cada tipo de pelo, pele e raça. Existem ainda shampoos antialérgicos para animais com pele sensível, bem como produtos manipulados ou medicamentosos para os que estão em tratamento.
Além do banho, a higiene dos cães envolve outros cuidados importantes. A veterinária destaca a limpeza das patinhas após passeios, a higienização das orelhas, especialmente em raças com tendência à otite, e também a limpeza dos olhos, principalmente em animais que lacrimejam muito. A higiene bucal é outro fator que merece atenção e pode ser feita com produtos adicionados à água para combater o mau hálito e o tártaro.















