
É o bicho!Colunas

Atendimentos de pets com câncer crescem 180%, aponta pesquisa
O levantamento indicou que, em 2025, os atendimentos oncológicos em pets subiram 180%. Veterinária alerta para prevenção e diagnóstico
atualizado
Compartilhar notícia

Nos últimos anos, tornou-se mais comum encontrar casos de pets enfrentando algum tipo de câncer. No Brasil, a rotina clínica também revela um avanço significativo. Segundo uma pesquisa recente, em 2025, os atendimentos oncológicos subiram 180% em comparação a 2024 — o dado escancara mudanças profundas na forma como os pets vivem e envelhecem.
O que dizem os dados
De acordo com o levantamento da WeVets, apenas nos últimos 12 meses, o avanço médio foi de 15% ao mês.
No entanto, o aumento dos casos não significa, necessariamente que cães e gatos estejam adoecendo mais. Na verdade, os animais estão vivendo por mais tempo e sendo diagnosticados com maior precisão.
Bianca Montalto, médica-veterinária, explica que o câncer é mais comum em pets idosos. “O avanço da medicina veterinária, com maior acesso a exames laboratoriais, de imagem e protocolos especializados, têm permitido identificar neoplasias de forma mais precoce.”

Segundo ela, os tipos mais frequentemente atendidos costumam ser as neoplasias de pele, seguidas por tumores de mama e do sistema reprodutor. Os diagnósticos mais comuns incluem mastocimatoma, adenocarcinoma mamário, tumor venéreo transmissível, hemangiossarcoma e osteossarcoma.
Diferença entre espécies e prevenção
A veterinária comenta que há algumas diferenças importantes entre cães e gatos. No caso dos felinos, cerca de 90% dos tumores são malignos. Já para os cachorros, esse número é por volta de 70%. Além disso, raças como boxer e pastor alemão possuem maior predisposição a mastocimatomas — uma neoplasia de pele —, de acordo com a literatura científica.

Por conta disso, Bianca alerta para o risco da exposição solar excessiva, principalmente em pets de pele clara. “A falta de informação dos tutores sobre os efeitos da radiação solar contribui para o surgimento de neoplasias cutâneas, uma das mais frequentes na rotina hospitalar.”
Por último, a especialista acrescenta que o diagnóstico precoce é um dos principais aliados. Ao fazer check-ups preventivos anualmente, os tutores podem identificar alterações em estágios iniciais e evitar que o peludo sofra.










