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É o bicho!

Atendimentos de pets com câncer crescem 180%, aponta pesquisa

O levantamento indicou que, em 2025, os atendimentos oncológicos em pets subiram 180%. Veterinária alerta para prevenção e diagnóstico

Julia de Mesquita13/03/2026 02:00, atualizado 12/03/2026 14:27
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Atendimentos de pets com câncer crescem 180%, aponta pesquisa

Nos últimos anos, tornou-se mais comum encontrar casos de pets enfrentando algum tipo de câncer. No Brasil, a rotina clínica também revela um avanço significativo. Segundo uma pesquisa recente, em 2025, os atendimentos oncológicos subiram 180% em comparação a 2024 — o dado escancara mudanças profundas na forma como os pets vivem e envelhecem.

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O que dizem os dados

De acordo com o levantamento da WeVets, apenas nos últimos 12 meses, o avanço médio foi de 15% ao mês.

No entanto, o aumento dos casos não significa, necessariamente que cães e gatos estejam adoecendo mais. Na verdade, os animais estão vivendo por mais tempo e sendo diagnosticados com maior precisão.

Bianca Montalto, médica-veterinária, explica que o câncer é mais comum em pets idosos. “O avanço da medicina veterinária, com maior acesso a exames laboratoriais, de imagem e protocolos especializados, têm permitido identificar neoplasias de forma mais precoce.”

gato idoso
A doença é mais comum em felinos de meia-idade ou idosos

Segundo ela, os tipos mais frequentemente atendidos costumam ser as neoplasias de pele, seguidas por tumores de mama e do sistema reprodutor. Os diagnósticos mais comuns incluem mastocimatoma, adenocarcinoma mamário, tumor venéreo transmissível, hemangiossarcoma e osteossarcoma.

Diferença entre espécies e prevenção

A veterinária comenta que há algumas diferenças importantes entre cães e gatos. No caso dos felinos, cerca de 90% dos tumores são malignos. Já para os cachorros, esse número é por volta de 70%. Além disso, raças como boxer e pastor alemão possuem maior predisposição a mastocimatomas — uma neoplasia de pele —, de acordo com a literatura científica.

Pet no vetrinário
Exames de rotina previnem diversas doenças

Por conta disso, Bianca alerta para o risco da exposição solar excessiva, principalmente em pets de pele clara. “A falta de informação dos tutores sobre os efeitos da radiação solar contribui para o surgimento de neoplasias cutâneas, uma das mais frequentes na rotina hospitalar.”

Por último, a especialista acrescenta que o diagnóstico precoce é um dos principais aliados. Ao fazer  check-ups preventivos anualmente, os tutores podem identificar alterações em estágios iniciais e evitar que o peludo sofra.