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Em crise, Oncoclínicas aponta estrangulamento promovido por operadoras de saúde
Situação crítica da Oncoclínicas já afeta o tratamento de pacientes da maior rede especializada em tratamento contra o câncer no país
atualizado
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Com 144 unidades em mais de 47 regiões, a Oncoclínicas enfrenta dificuldades para manter o tratamento dos pacientes. Um dos motivos apontados é o estrangulamento do caixa promovido pelas operadoras de saúde.
De acordo com a companhia, os planos de saúde se negam a antecipar recebíveis de faturas – que, mais tarde, seriam pagas pelas próprias operadoras – e travam a possibilidade de ceder recebíveis para bancos.
São os recebíveis que, de acordo com a Oncoclínicas, geram caixa para a companhia garantir o fornecimento de medicamentos em dia. Sem o dinheiro, o tratamento dos pacientes – clientes dos planos de saúde, que, por sua vez, contratam a Oncoclínicas para oferecer o serviço – é prejudicado.
A situação crítica no atendimento também atinge os planos de saúde, que passaram a ser alvo de reclamações constantes na Agência Nacional de Saúde (ANS).
Crise
Divulgado na última semana, o balanço da Oncoclínicas apontou um prejuízo de R$ 3,7 bilhões em 2025. A companhia enfrenta diversos percalços; um deles envolve o Banco Master. O banco de Daniel Vorcaro injetou R$ 1 bilhão em uma ação de aumento de capital da companhia. Com a transação, o Master passou a deter 20% da empresa.
Mas os recursos do aumento de capital foram todos aplicados em CDBs do próprio Master. Parte deles não foram pagos. Antes da liquidação do Master, a instituição financeira e a Oncoclínicas firmaram um acordo que determinava que a companhia teria direito de retomar as ações de Vorcaro caso o Master não honrasse com os pagamentos.
O Master, no entanto, repassou ao BRB R$ 90 milhões de ações da Oncoclínicas antes de devolvê-las à empresa de saúde. Os papéis, que estavam em um fundo de Daniel Vorcaro, valiam, à época, R$ 400 milhões. Atualmente, no entanto, os mesmos papéis valem R$ 150 milhões.
