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As razões de Nunes para vetar projeto de instalação de placas solares
Projeto de lei vetado inicialmente previa obrigatoriedade de a prefeitura instalar placas solares de energia em unidades de saúde
atualizado
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O prefeito Ricardo Nunes (MDB) vetou na íntegra um projeto de lei aprovado na Câmara Municipal autorizando a prefeitura de São Paulo a instalar painéis de energia solar em todas as Unidades de Saúde Públicas e de Atenção Básica na cidade.
O projeto da vereadora Ely Teruel (MDB), do mesmo partido do prefeito, subscrito por 15 vereadores de diversos espectros políticos, do PSol ao PL, propunha a “obrigatoriedade” de a prefeitura implementar os painéis solares nos equipamentos de saúde, visando maior eficiência energética e menor custo para toda a rede de saúde pública da cidade.
Teruel depois voltou atrás. Apresentou emenda trocando a “obrigatoriedade” pela “autorização”. Pelo texto aprovado, a prefeitura poderia colocar as placas solares — mas só se quisesse.
Daí o veto: o projeto de lei aprovado não traz nada de novo. A prefeitura sempre pôde instalar placas solares nas unidades de saúde. Se não o faz é porque não quer. “Caso a caso”, de acordo com o veto de Nunes, as reformas de hospitais já têm previsto a incorporação de sistemas de energia solar.
Ou seja: um projeto que nasceu com propósito de economizar energia acabou fazendo a Câmara gastar energia para não causar mudança alguma.
