
Claudia MeirelesColunas

Protestos e pressão sobre Andrew marcam cerimônia de Commonwealth 2026
Rei Charles, William e Kate participam do Commonwealth Day enquanto protestos e escândalo envolvendo o ex-príncipe Andrew chamam atenção
atualizado
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A família real britânica se reuniu em Londres para a celebração anual do Commonwealth Day, um dos eventos mais importantes do calendário oficial da monarquia. A cerimônia aconteceu na Westminster Abbey e contou com a presença de membros seniores da realeza, incluindo o rei Charles III, rainha Camilla, príncipe William e Kate Middleton, princesa de Gales.
O evento reúne representantes dos 56 países da Commonwealth of Nations (originalmente criada como Comunidade Britânica de Nações) e tradicionalmente celebra os laços históricos, culturais e políticos entre as nações do bloco. A cerimônia também costuma incluir apresentações musicais, discursos e momentos simbólicos que reforçam a cooperação entre os países membros.
Neste ano, porém, a celebração ocorreu em um clima particularmente sensível para a monarquia britânica, marcado por protestos, questionamentos públicos sobre a instituição e novos debates sobre o futuro do “ex-príncipe” Andrew dentro da linha de sucessão.

Chegada da família real é marcada por protestos
Enquanto os membros da realeza chegavam à Westminster Abbey, manifestantes antimonarquistas se reuniram nas proximidades do local para protestar. Alguns carregavam cartazes criticando a instituição e pedindo o fim da monarquia britânica.
Entre os gritos ouvidos durante a chegada estavam frases como “Não é o meu rei”, direcionadas ao rei Charles, um slogan frequentemente utilizado por grupos republicanos no Reino Unido.
Embora as manifestações tenham chamado atenção, a família real manteve a postura protocolar. Charles, William e Kate seguiram cumprimentando convidados e autoridades enquanto entravam na abadia, sem reagir diretamente aos protestos.
Manifestações desse tipo têm se tornado relativamente comuns em eventos públicos da monarquia nos últimos anos, refletindo debates mais amplos sobre o papel da família real na sociedade britânica contemporânea.

O maior encontro público da família real em meses
A cerimônia deste ano reuniu cerca de 1.800 convidados, incluindo líderes comunitários, representantes diplomáticos e figuras públicas ligadas aos países da Commonwealth of Nations.
Observadores da realeza destacaram que o evento representou um dos maiores encontros públicos da família real britânica nos últimos meses, reunindo vários membros seniores da monarquia no mesmo local.
A presença conjunta de rei Charles III, rainha Camilla, príncipe William e Kate Middleton foi vista por analistas como uma tentativa de demonstrar estabilidade e unidade dentro da monarquia em um momento de pressões políticas e desafios de imagem.
Além do aspecto institucional, o evento também costuma ter grande visibilidade pública e midiática, sendo amplamente acompanhado por fãs da família real e observadores internacionais.
O gesto espontâneo de Kate que viralizou
Dentro da Westminster Abbey, um momento aparentemente simples envolvendo Kate, princesa de Gales, acabou chamando atenção nas redes sociais e na imprensa.
Durante a cerimônia, Kate percebeu que estava sendo fotografada por Arthur Edwards, um dos fotógrafos mais conhecidos da cobertura da família real britânica.
Edwards trabalha registrando eventos da monarquia há décadas e acompanha a família real desde os anos 1970, tendo fotografado momentos históricos como casamentos, turnês internacionais e cerimônias oficiais.
Ao reconhecer o fotógrafo, a princesa de Gales sorriu e aparentemente disse “olá” na direção dele, gesticulando discretamente com as mãos. O gesto espontâneo foi captado pelas câmeras e rapidamente compartilhado nas redes sociais, onde muitos fãs elogiaram a naturalidade da princesa.
A breve interação foi interpretada como um exemplo da relação de longa data entre membros da família real e fotógrafos veteranos que acompanham a monarquia há muitos anos.

A crise envolvendo o príncipe Andrew
Apesar do tom cerimonial do Dia de Commonwealth, o contexto político e institucional da monarquia tem sido marcado por novas discussões envolvendo Andrew, irmão mais novo do rei Charles.
Andrew perdeu títulos militares e funções oficiais nos últimos anos após uma série de controvérsias relacionadas às suas ligações com Jeffrey Epstein, financista condenado por crimes sexuais. O príncipe sempre negou qualquer irregularidade.
Embora tenha sido afastado da vida pública e deixado de exercer funções reais, Andrew ainda permanece na linha de sucessão ao trono britânico, o que tem gerado pressão pública e política para que seja oficialmente removido dessa posição.
O tema voltou a ganhar destaque recentemente, alimentando debates sobre possíveis mudanças nas regras de sucessão.
Debate sobre remover Andrew da linha de sucessão
Fontes e analistas da monarquia afirmam que Charles pode discutir, nos bastidores, a possibilidade de retirar Andrew da linha de sucessão.
No entanto, uma mudança desse tipo não poderia ser feita apenas por decisão do rei. Alterações nas regras de sucessão exigiriam aprovação do Parlamento britânico e também o consentimento dos países da Commonwealth que reconhecem o monarca britânico como chefe de Estado.
Entre esses países estão Canadá, Austrália e Nova Zelândia, o que torna qualquer mudança um processo político e jurídico relativamente complexo.
Especialistas apontam que o debate pode ganhar força nos próximos anos, especialmente se a permanência de Andrew na sucessão continuar sendo vista como um risco à reputação da monarquia.

O papel da Commonwealth em transformação
A própria Commonwealth of Nations (Comunidade das Nações) também passa por um momento de transformação. Nos últimos anos, alguns países têm discutido a possibilidade de se tornarem repúblicas e reduzir seus vínculos institucionais com a coroa britânica.
Nações do Caribe, por exemplo, já manifestaram interesse em revisar suas estruturas constitucionais e substituir o monarca britânico como chefe de Estado.
Diante desse cenário, eventos como o Commonwealth Day assumem um papel ainda mais importante para a diplomacia simbólica da monarquia, reforçando mensagens de cooperação, diversidade cultural e parceria internacional.
Mesmo com os protestos do lado de fora da Westminster Abbey, a cerimônia seguiu normalmente, com discursos e apresentações que destacaram os laços históricos e culturais entre os países do bloco.
Para a família real, o encontro representou mais uma oportunidade de projetar estabilidade institucional enquanto, nos bastidores, continuam as discussões sobre o futuro e os desafios da monarquia britânica no século XXI.
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