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Claudia Meireles

Médico revela segredo para envelhecer com mais autonomia

O cardiologista e médico do esporte explica como preservar a autonomia e qualidade de vida ao envelhecer

, 16/05/2026 02:00, atualizado 16/05/2026 10:25
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Reprodução/ Canva
mulher segura um tapetinho de ioga, pratica de exercício físico ajuda a manter a autonomia ao envelhecer

Nas últimas nove décadas, o brasileiro ganhou cerca de nove anos a mais de expectativa de vida, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chegando à média de 76,6 anos. No entanto, diante de uma população que vive mais, uma pergunta começa a ganhar espaço nos consultórios: de que adianta aumentar a longevidade sem conseguir manter autonomia no dia a dia ao envelhecer?

Para o cardiologista e médico do esporte Rafael Marchetti, o verdadeiro desafio do envelhecimento moderno não é apenas chegar aos 80 ou 90 anos, mas conseguir subir escadas, carregar compras, levantar da cama sozinho e manter independência física ao longo do tempo. E, segundo ele, existe um fator decisivo para isso: preservar a musculatura.

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Preservar a musculatura é uma das chaves para um envelhecimento com mais qualidade de vida
“Não basta viver mais se a pessoa perde a autonomia cedo. Manter a musculatura ativa é importante.”

Na prática, o exercício funciona como uma espécie de proteção biológica contra o avanço de doenças e limitações físicas que podem aparecer com a idade.

Com o passar dos anos, o corpo naturalmente perde massa muscular e flexibilidade, o que compromete tarefas simples da rotina, quando o paciente começa a ter dificuldade para levantar do sofá, carregar peso ou sentir insegurança ao caminhar.

O poder do exercício para o coração ao envelhecer

Além da preservação muscular, o médico cardiologista destaca os impactos cardiovasculares da atividade física regular. Exercícios ajudam no controle da pressão arterial, reduzem gordura corporal, melhoram a circulação sanguínea e diminuem o risco de doenças cardíacas e diabetes, garante Rafael Marchetti.

“O corpo humano foi feito para se mover. Quando a pessoa se exercita com frequência, diversos sistemas passam a funcionar de forma mais eficiente”, garante Rafael Marchetti.
Ilustração colorida de coração - Metrópoles
O exercício físico melhora o bombeamento de sangue e ajuda a equilibrar estresse e pressão arterial

Os benefícios também aparecem na saúde mental. Segundo o especialista, atividades físicas contribuem para reduzir estresse, ansiedade e alterações de humor, além de melhorar a qualidade do sono. Isso porque o exercício estimula a liberação de substâncias ligadas à sensação de bem-estar e equilíbrio emocional.

Intensidade ou frequência?

Apesar da busca crescente por resultados rápidos, o médico ressalta que envelhecer bem tem mais relação com constância do que com intensidade extrema. Caminhadas, musculação, esportes recreativos e exercícios funcionais podem trazer benefícios reais quando incorporados à rotina de maneira sustentável.

Mulher sênior do atleta que faz o exercício do aquecimento antes do exercício na natureza.
A falta de movimento contribui para uma vida repleta de limitações ao envelhecer

“A melhor atividade física é aquela que a pessoa consegue manter a longo prazo com segurança e prazer. Exercício não é apenas performance ou estética. É uma ferramenta poderosa para viver mais e, principalmente, viver melhor”, conclui.

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