
Claudia MeirelesColunas

Médico revela segredo para envelhecer com mais autonomia
O cardiologista e médico do esporte explica como preservar a autonomia e qualidade de vida ao envelhecer
atualizado
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Nas últimas nove décadas, o brasileiro ganhou cerca de nove anos a mais de expectativa de vida, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chegando a média de 76,6 anos. No entanto, diante de uma população que vive mais, uma pergunta começa a ganhar espaço nos consultórios: de que adianta aumentar a longevidade sem conseguir manter autonomia no dia a dia ao envelhecer?
Para o cardiologista e médico do esporte Rafael Marchetti, o verdadeiro desafio do envelhecimento moderno não é apenas chegar aos 80 ou 90 anos, mas conseguir subir escadas, carregar compras, levantar da cama sozinho e manter independência física ao longo do tempo. E, segundo ele, existe um fator decisivo para isso: preservar a musculatura.

“Não basta viver mais se a pessoa perde a autonomia cedo. Manter a musculatura ativa é importante.”
Na prática, o exercício funciona como uma espécie de proteção biológica contra o avanço de doenças e limitações físicas que podem aparecer com a idade.
Com o passar dos anos, o corpo naturalmente perde massa muscular e flexibilidade, o que compromete tarefas simples da rotina, quando o paciente começa a ter dificuldade para levantar do sofá, carregar peso ou sentir insegurança ao caminhar.
O poder do exercício para o coração ao envelhecer
Além da preservação muscular, o médico cardiologista destaca os impactos cardiovasculares da atividade física regular. Exercícios ajudam no controle da pressão arterial, reduzem gordura corporal, melhoram a circulação sanguínea e diminuem o risco de doenças cardíacas e diabetes, garante Rafael Marchetti.
“O corpo humano foi feito para se mover. Quando a pessoa se exercita com frequência, diversos sistemas passam a funcionar de forma mais eficiente”, garante Rafael Marchetti.

Os benefícios também aparecem na saúde mental. Segundo o especialista, atividades físicas contribuem para reduzir estresse, ansiedade e alterações de humor, além de melhorar a qualidade do sono. Isso porque o exercício estimula a liberação de substâncias ligadas à sensação de bem-estar e equilíbrio emocional.
Intensidade ou frequência?
Apesar da busca crescente por resultados rápidos, o médico ressalta que envelhecer bem mais relação com constância do que com intensidade extrema. Caminhadas, musculação, esportes recreativos e exercícios funcionais podem trazer benefícios reais quando incorporados à rotina de maneira sustentável.

“A melhor atividade física é aquela que a pessoa consegue manter a longo prazo com segurança e prazer. Exercício não é apenas performance ou estética. É uma ferramenta poderosa para viver mais e, principalmente, viver melhor”, conclui.
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