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Médico explica se existem frutas que devem ser evitadas por diabéticos
O médico Matheus Alencar explica sobre a ação das frutas e o quadro dos diabéticos. A doença atinge 10,3% da população no Brasil
atualizado
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Conforme o Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF), mais de 589 milhões de adultos, entre 20 e 79 anos, vivem com a doença metabólica em todo o mundo. O Brasil está na sexta posição do ranking global dos países com o maior índice da condição. Com projeção de aumento, as estimativas são de que a comorbidade já atinge 10,3% da população nacional.
A coluna Claudia Meireles conversou com o médico Matheus Alencar para entender se determinadas frutas não devem ser consumidas por quem tem diabetes. De acordo com o especialista em emagrecimento saudável, esse tema é “interessante”. “A princípio, pacientes diabéticos não precisam evitar, pois são alimentos saudáveis, ricos em vitaminas, minerais, antioxidantes e vários nutrientes”, declara.
Pós-graduado em nutrologia, Matheus é enfático: “Via de regra as frutas são alimentos saudáveis”. Ele comenta sobre algumas opções terem o teor de liberação de açúcar no sangue um pouco maior. Devido a essa informação, o médico considera necessário diferenciar duas classificações: índice glicêmico x carga glicêmica.
“Muito se fala, por exemplo, da melancia. Essa fruta apresenta o índice glicêmico alto, isto é, a capacidade que um alimento tem de liberar rápido aquele açúcar contido. Já a carga glicêmica é, mais ou menos, como se fosse a quantidade de açúcar em uma porção. A melancia tem um índice glicêmico alto, mas não contém muito açúcar para se liberar”, exemplifica o profissional.
O especialista emenda ao dizer: “Na prática, para conseguir alterar a glicemia [a quantidade de glicose presente no sangue] de um paciente com diabetes, ele precisaria comer bastante melancia.”

O pós-graduado em obesidade e sarcopenia frisa que outras frutas apresentam um índice glicêmico consideravelmente alto e uma carga glicêmica maior. Ele lista a manga, uva, jaca, abacaxi e banana, principalmente quando consumida madura. “Essas opções têm essa junção. Então, conseguem mexer um pouco mais na glicemia do paciente, mas tudo vai depender das quantidades”, avalia.
Matheus Alencar reitera que a ingestão de frutas “não é proibida para pacientes com diabetes”. “O consumo de muitos outros alimentos será bem pior. Não é comer frutas que geralmente prejudica esses pacientes, mas vale destacar que tudo depende da quantidade. Se fôssemos passar um pente fino, veríamos realmente essas diferenças”, pontua o médico.

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