Médica explica como o consumo de café ajuda a prevenir doenças do fígado
A hepatologista Bruna Correia aponta os efeitos positivos para o fígado decorrentes da ingestão de café. O consumo tem respaldo científico

O Brasil é o maior e produtor de café do mundo, sendo responsável por em torno de 38% da produção mundial. Com relação ao consumo da bebida, o país fica no top 15, afinal as nações nórdicas dominam as primeiras posições do ranking. Vale destacar que ingerir a opção sem açúcar favorece a saúde do fígado, conforme aponta a hepatologista Bruna Correia.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a médica enfatiza que beber café sem açúcar é um dos hábitos com melhor respaldo científico. “Quem toma de duas a três xícaras por dia tem menor risco de fibrose avançada, cirrose e câncer de fígado”, sustenta a especialista, com base em estudos. A ingestão também oferece menor risco de morte por doença hepática crônica.
Bruna esclarece que esses efeitos positivos resultam de substâncias contidas no grão, como os polifenóis e o ácido clorogênico. “O benefício não depende apenas da cafeína”, endossa a hepatologista.
“Café coado e sem açúcar tem compostos antioxidantes e anti-inflamatórios. Os benefícios aparecem de forma consistente em pesquisas”, defende a especialista.

Quanto ao açúcar no café, a médica esclarece que essa versão “atrapalha” o órgão: “O carboidrato cristalizado soma calorias, favorece o acúmulo de gordura no fígado e anula parte da vantagem oferecida”. Ela recomenda consumir a bebida coada e sem açúcar, cremes e leite condensado.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA especialista avisa sobre a ingestão de café não substituir tratamentos para o fígado. Indivíduos com gastrite, refluxo, hipertensão ou arritmias devem conversar com o médico sobre a quantidade. Gestantes também precisam falar a respeito do consumo.
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