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Hepatologista explica como o consumo de comida quente impacta a saúde
PhD em gastroenterologia, o hepatologista Arthur Nobre detalha quais condições podem surgir devido à ingestão de comida “pelando”
atualizado
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Os adeptos do consumo de comida quente precisam estar em alerta com relação a esse hábito frequente. De acordo com o PhD em gastroenterologia pela Universidade de São Paulo (USP), o hepatologista Arthur Nobre, comer alimentos ou bebidas “escaldantes”, de forma repetida, pode prejudicar o esôfago e, ao longo dos anos, aumentar o risco de problemas mais sérios.
A coluna Claudia Meireles perguntou ao médico quais condições podem ser desencadeadas por conta da ingestão de comida “pelando”. Segundo o especialista em endoscopia digestiva, as mais comuns são queimaduras na boca, ardor, feridas e dor para engolir. “Isso no dia a dia”, esclarece o especialista em endoscopia digestiva.
Atuante em Natal (RN), o gastroenterologista destaca que, quando o calor atinge o esôfago, tende a ocorrer esofagite térmica, com inflamação, desconforto e dificuldade para engolir. “Em situações mais graves, embora raras, podem surgir úlceras, estreitamento do esôfago e outras complicações”, lista Arthur.
Com relação a longo prazo, o hepatologista pontua o maior alerta: “Existe associação entre o consumo habitual de alimentos e bebidas muito quentes e o aumento do risco de câncer no esôfago“. Conforme o especialista, esse órgão do sistema digestório é o mais impactado pela “ação” da comida quente.
O médico ressalta o papel do esôfago na saúde: “Esse ‘tubo’ leva o alimento da boca ao estômago e fica muito exposto à passagem do conteúdo ‘escaldante’, inclusive pode sofrer lesão direta”. Ao finalizar, Arthur Nobre avisa: “Não há motivo para pânico por causa de um café ou uma sopa quentes de vez em quando.”

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