Claudia Meireles

Especialistas citam hábitos que ajudam a reduzir o risco de Parkinson

O neurologista Izaias Magalhães e a neurocirurgiã Vanessa Milanese explicam sobre a doença de Parkinson, condição neurodegenerativa

atualizado

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Foto colorida de mulher sentada em sofá e segurando papel - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de mulher sentada em sofá e segurando papel - Metrópoles - Foto: Canva

Publicado pelo periódico médico internacional The British Medical Journal (BMJ), um estudo de modelagem estimou que, em 2050, haverá mais de 25,2 milhões de pessoas com a doença de Parkinson em todo o mundo. Esse número representa um aumento de 112% em relação a 2021 e está ligado ao envelhecimento da população.

Para compreender mais sobre a condição, a coluna Claudia Meireles requisitou a neurocirurgiã Vanessa Milanese, diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN); e o neurologista Izaias Magalhães, atuante em neurofisiologia clínica. Segundo os médicos, o Parkinson é uma doença neurodegenerativa crônica e progressiva.

Especialistas citam hábitos que ajudam a reduzir o risco de Parkinson - destaque galeria
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A condição está relacionada ao envelhecimento da população
Estudos apontam que o número de pessoas vivendo com Parkinson pode mais que dobrar até 2050
A doença de Parkinson provoca manifestações motoras
A doença de Parkinson é neurodegenerativa progressiva causada pela degeneração de neurônios que produzem dopamina
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A doença de Parkinson é neurodegenerativa progressiva causada pela degeneração de neurônios que produzem dopamina

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A condição está relacionada ao envelhecimento da população
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A condição está relacionada ao envelhecimento da população

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Estudos apontam que o número de pessoas vivendo com Parkinson pode mais que dobrar até 2050
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Estudos apontam que o número de pessoas vivendo com Parkinson pode mais que dobrar até 2050

A doença de Parkinson provoca manifestações motoras
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A doença de Parkinson provoca manifestações motoras

Eva-Katalin/Getty Images

De acordo com Izaias, o Parkinson é uma das condições neurodegenerativas mais frequentes na população e apresenta aumento progressivo de casos, especialmente em pessoas acima dos 60 e 65 anos. “Esse crescimento está diretamente relacionado ao envelhecimento populacional, uma vez que a idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento do quadro”, pontua.

“Como o risco cresce com a idade, mais indivíduos atingem a faixa etária em que a doença é mais frequente”, esclarece Vanessa. A neurocirurgiã salienta que a condição é causada pela degeneração de neurônios que produzem dopamina, um neurotransmissor essencial para o controle motor.

Os efeitos desse processo de degeneração são tremor, lentidão de movimentos, rigidez e alterações do equilíbrio. A especialista detalha que o Parkinson também gera sintomas não motores, como distúrbios do sono, redução do olfato, intestino preso, alteração do humor, ansiedade e cognição.

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A doença de Parkinson provoca alterações cognitivas e psiquiátricas

O neurologista alerta que, em muitos casos, esses sintomas não motores podem proceder as alterações de movimento por anos. Diante dessas explicações, a coluna perguntou aos dois especialistas: quais hábitos devem ser colocados em prática a fim de reduzir o risco de doença de Parkinson?

“Embora não exista uma forma comprovada de prevenção absoluta, estudos epidemiológicos indicam que alguns hábitos estão associados a menor risco ou melhor preservação da função neurológica“, evidencia Izaias Magalhães.
Ilustração colorida de tronco humano - Metrópoles
O médico destaca que o Parkinson é “resultado da interação entre fatores ambientais e biológicos, e não de uma causa única”

Hábitos x doença de Parkinson

1. Atividade física regular

Segundo Vanessa Milanese, exercitar o corpo tem efeito neuroprotetor e ajuda a manter a saúde cerebral. Por sua vez, o neurologista ressalta: “A prática de atividade física está associada à melhora da função dopiaminérgica, à neuroplasticidade e à redução de processos inflamatórios e oxidativos no sistema nervoso central.”

2. Sono adequado e regular

Izaias Magalhães frisa que os distúrbios do sono são frequentes nas fases iniciais da doença. “Dormir com qualidade contribui para a regulação metabólica cerebral e para mecanismos de manutenção da saúde mental”, defende.

Casal de idosos negros malhando juntos - Fazer exercício físico pode rejuvenescer o seu cérebro, aponta estudo - Metrópoles
Os médicos argumentam a respeito da importância de praticar atividade física

3. Alimentação saudável

A médica aconselha adotar uma alimentação saudável — por exemplo, a dieta mediterrânea — que auxilia na redução da inflamação e do estresse oxidativo no cérebro.

4.  Redução da exposição à toxinas ambientais

Conforme o neurologista, a exposição a pesticidas, solventes e outros agentes químicos está associada a maior risco de doença de Parkinson, “embora essas causas sejam razoavelmente raras.”

5. Beber água filtrada

Com relação ao tópico anterior, a neurocirurgiã alega que tomar água filtrada contribui para reduzir o perigo de ingestão de toxinas associadas ao Parkinson. “Alguns estudos mostraram que moradores que vivem próximo a campos de golfe apresentaram risco maior para desenvolver a doença, provavelmente devido à água contaminada por agrotóxicos usados no gramado”, exemplifica Vanessa.

Foto colorida de mulher caminhando com ajuda de carrinho - Metrópoles
Até 2050, o número de casos de Parkinson deverá dobrar, segundo estudo

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