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Dermatologista aponta métodos eficazes que ajudam a “eliminar” a caspa
A dermatologista Thalita Carlesso explica sobre o surgimento da caspa e indica o que fazer para tratar a condição que afeta o couro cabeludo
atualizado
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Sentir a cabeça “pinicando”, coçar a região e, em seguida, ver flocos finos nos dedos. Ao que tudo indica, esse é um dos sintomas da caspa, condição inflamatória do couro cabeludo, tecnicamente chamada de dermatite seborreica, quando mais persistente. Segundo a dermatologista Thalita Carlesso, o quadro ocorre devido a uma renovação acelerada das células da pele associada à oleosidade e à ação de um “fungo natural”, o Malassezia.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a médica explica o resultado do combo oleosidade e atividade fúngica: “São aquelas escamas brancas ou amareladas, que podem vir acompanhadas de coceira e vermelhidão”. De acordo com a especialista em transplante capilar, a higiene inadequada do couro cabeludo tende a ser o principal hábito que mais favorece o surgimento da caspa. “Especialmente lavar pouco ou de forma incorreta”, analisa.
Thalita pontua que as pessoas evitam lavar o cabelo por acharem que esse hábito aumenta a oleosidade, o que é um equívoco. “Na verdade, o acúmulo de sebo favorece a proliferação do fungo responsável pela caspa”, frisa. Outro fatores contribuem “bastante” para o surgimento da condição, como estresse excessivo, noites mal dormidas, alimentação desequilibrada e uso frequente de bonés e capacetes.
Também ajudam a desencadear a caspa tomar banho muito quente e fazer o uso de produtos cosméticos, principalmente as fórmulas com textura oleosa ou irritantes para o couro cabeludo, conforme menciona a dermatologista.
Caso tenha caspa e queira eliminar os “flocos” fixados no couro cabeludo, a especialista sugere tratar essa região como pele, e não apenas como cabelo. Ela recomenda utilizar shampoos específicos com ativos antifúngicos. “O uso é essencial e deve respeitar o tempo de ação do produto”, acrescenta. Thalita Carlesso alerta sobre as “armadilhas de marketing” das fórmulas desenvolvidas para combater a condição.

“Um bom shampoo anticaspa deve conter ativos como cetoconazol, piroctone olamine, climbazol, zinco piritiona ou ácido salicílico, dependendo do tipo de caspa. O mais importante é olhar a fórmula, não a promessa da embalagem”, enfatiza a médica. Ela avisa: “Desconfie de produtos que prometem ‘cura definitiva’ apenas com ingredientes cosméticos.”
A dermatologista ressalta sobre a caspa ser uma condição crônica, que pode ser controlada, mas exige tratamento contínuo e orientação adequada. “O ideal é sempre usar produtos indicados por um profissional de saúde”, instrui.
Para amenizar ou evitar a progressão do quadro no couro cabeludo, a especialista cita ser necessário controlar o estresse, manter uma rotina adequada de lavagens e, em casos persistentes, procurar um dermatologista ou especialista capilar. “Em quadros mais intensos, associa-se a tratamentos clínicos personalizados, que oferecem resultados mais consistentes do que soluções caseiras”, conclui a médica.

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