Colágeno ou retinol? Dermatologista avalia qual é o melhor para pele madura
Dermatologista Regina Buffman esclarece qual produto é o ideal para pele madura: colágeno ou retinol; descubra!

Com o passar dos anos, a pele vai perdendo parte da firmeza, da elasticidade e da capacidade de renovação. É nesse momento que ativos como colágeno e retinol costumam ganhar espaço na rotina de cuidados. Apesar de ambos estarem associados ao combate ao envelhecimento, a dermatologista Regina Buffman explica que eles atuam de maneiras diferentes e atendem a necessidades distintas quando o assunto em questão é a cútis madura. O retinol, neste caso, sai na frente, por ajudar a diminuir linhas de expressão.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a especialista esclarece que não se trata necessariamente de escolher um e abandonar o outro.
“Enquanto produtos com colágeno podem contribuir principalmente para hidratação e melhora da aparência da pele, o retinol apresenta evidências mais consistentes para tratar sinais como linhas finas, textura irregular e fotoenvelhecimento”, explica.
Isso não significa, no entanto, que ele dê conta sozinho de tudo o que uma pele madura precisa. Regina reitera que a hidratação e proteção solar continuam sendo cuidados indispensáveis, e a escolha dos produtos deve levar em conta as características de cada pele.

Entenda a diferença entre colágeno e retinol
Quando se trata do colágeno, Regina explica que o ativo que ganhou as rotinas de skincare é, na verdade, uma proteína naturalmente presente na pele e está diretamente ligado à firmeza, à sustentação e à elasticidade. “Com o envelhecimento, sua produção diminui de forma progressiva, o que contribui para o aparecimento de rugas e flacidez”, comenta.
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Nos cosméticos, porém, a lógica é diferente. A dermatologista alerta que o colágeno aplicado diretamente sobre a pele não deve ser entendido como uma reposição da proteína perdida nas camadas mais profundas. “Na prática, sua atuação está mais relacionada à hidratação, à maciez e à melhora da aparência e da textura”, esclarece.
Já o retinol é um derivado da vitamina A que atua na renovação celular e pode estimular processos relacionados à produção de colágeno.
De acordo com Regina, foi justamente essa característica que fez com que o ativo fosse tema para diversos estudos sobre o tratamento dos sinais provocados pelo envelhecimento e pela exposição solar.
Retinol exige alguns cuidados
Apesar dos benefícios, o retinol pede atenção, principalmente no início do uso. Vermelhidão, ressecamento, descamação e ardência podem aparecer enquanto a pele se adapta ao ativo.
A orientação da especialista é começar aos poucos, com uma frequência menor, e aumentar o uso conforme a tolerância. O cuidado deve ser ainda maior quando o retinol é combinado com outros produtos que também podem provocar irritação.

“Uma rotina muito agressiva pode comprometer a barreira cutânea e provocar mais sensibilidade”, alerta Regina Buffman.
O ativo costuma ser usado à noite. Durante o dia, o protetor solar é indispensável, especialmente porque a radiação ultravioleta está entre os principais fatores relacionados ao envelhecimento da pele.
A médica também alerta que retinoides devem ser evitados durante a gestação. “Mulheres grávidas, que estejam tentando engravidar ou que tenham dúvidas sobre o uso precisam conversar com um médico antes de incluir o produto na rotina”, aponta.

Rotina minimalista
Para Regina, nenhum produto sofisticado substitui os cuidados básicos. “Não adianta investir em ativos sofisticados se a pele continua exposta à radiação ultravioleta sem proteção adequada.”
Diante disso, Regina reflete que o mais importante do que eleger um único produto é entender as necessidades de cada pele. “Hidratação, proteção solar e ativos escolhidos de acordo com as características individuais formam a base dos cuidados com a pele madura”, destaca.

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