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Claudia Meireles

Chá verde: médica explica como a bebida ajuda a reduzir a inflamação

A médica Mariane Pamplona aponta as propriedades do chá verde na redução da inflamação, processo natural de defesa do organismo

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Mizina/Getty Images
Foto colorida de xícaras com chá verde e folhas de planta ao lado - Metrópoles

A inflamação é um mecanismo natural de defesa do organismo e, entra em ação, quando o corpo identifica uma infecção, lesão ou um agente potencialmente nocivo, ativando células e substâncias responsáveis por combater a agressão e iniciar o processo de reparo dos tecidos. Conforme a médica Mariane Pamplona, essa sequência é necessária e benéfica, contudo quando fica persistente ou desregulada, torna-se um problema.

A especialista ressalta que alguns chás contêm compostos bioativos com potencial anti-inflamatório e podem fazer parte de um estilo de vida saudável. De acordo com a expert da clínica Tivolly Medicina Integrada, de Brasília (DF), entre as bebidas mais estudadas está o chá verde, obtido da planta Camellia sinensis.

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O extrato seco de chá verde é proveniente das folhas da planta Camellia sinensis
A inflamação é uma parte normal da resposta do organismo a lesões e invasores, como germes
Outros chás também são associados a efeitos anti-inflamatórios, como o de gengibre
O chá soma propriedades que diminuem processos inflamatórios
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O chá soma propriedades que diminuem processos inflamatórios

Getty Images
O extrato seco de chá verde é proveniente das folhas da planta Camellia sinensis
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O extrato seco de chá verde é proveniente das folhas da planta Camellia sinensis

Kinga Krzeminska/Getty Images
A inflamação é uma parte normal da resposta do organismo a lesões e invasores, como germes
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A inflamação é uma parte normal da resposta do organismo a lesões e invasores, como germes

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Outros chás também são associados a efeitos anti-inflamatórios, como o de gengibre
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Outros chás também são associados a efeitos anti-inflamatórios, como o de gengibre

Segundo a médica, o chá verde é rico em catequinas, especialmente a epigalocatequina galato (EGCG). Ela explica a propriedade desse composto: “É um antioxidante que tem demonstrado capacidade de modular vias inflamatórias e reduzir o estresse oxidativo, mecanismo intrinsecamente relacionado ao processo inflamatório.”

De acordo com Mariane, outros chás também são frequentemente associados a efeitos anti-inflamatórios, como o de gengibre, de cúrcuma e o de hibisco. “No entanto, é importante destacar que nenhuma dessas bebidas substitui tratamentos médicos ou promove redução significativa da inflamação de forma isolada.”

Foto colorida de chá verde - Nutri aponta qual chá pode ajudar a proteger as artérias do coração - Metrópoles
O chá verde soma propriedades que atuam para reduzir a inflamação

Benefícios do chá verde

Quanto ao chá verde, a especialista menciona que os principais benefícios estão relacionados à presença de polifenóis e antioxidantes.

“Essas substâncias ajudam a neutralizar radicais livres e tendem a reduzir a produção de mediadores inflamatórios envolvidos em diversas doenças crônicas”, cita.

A médica orienta preparar o chá verde com água quente, mas não fervente, idealmente entre 70°C e 80°C, para preservar as substâncias que ajudam a combater a inflamação. “Deixe em infusão por cerca de três a cinco minutos. Temperaturas muito elevadas podem alterar parte dos compostos bioativos e tornar a bebida mais amarga”, sustenta.

Mariane avisa que o consumo deve ser moderado: “Geralmente entre duas a três xícaras ao dia para adultos saudáveis”. Indivíduos com sensibilidade à cafeína, gestantes, lactantes ou pacientes que utilizam determinados medicamentos devem buscar orientação médica antes de ingerir o chá com regularidade.

Foto colorida de mulher com blusa azul erguendo uma xícara branca - Metrópoles
A médica orienta sobre o preparo do chá. A água deve estar quente, mas não fervente

Inflamação crônica

A médica argumenta que, em situações agudas, a condição é benéfica e necessária para a recuperação. Porém, o problema surge quando esse processo se torna persistente ou desregulado, caracterizando a chamada inflamação crônica de baixo grau.

“Nesses casos, mesmo sem uma infecção ou lesão evidente, o organismo permanece produzindo mediadores inflamatórios, o que pode contribuir para o desenvolvimento de doenças como obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, esteatose hepática, algumas doenças autoimunes e até certos tipos de câncer”, enfatiza a especialista.

Ao finalizar, Mariane Pamplona lista fatores que funcionam como “gatilhos” da inflamação crônica: “Alimentação inadequada, sedentarismo, privação de sono, estresse crônico, tabagismo e consumo excessivo de álcool.”

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