
Claudia MeirelesColunas

Cardiologista diz o que pode reduzir a eficácia do remédio de pressão
O cardiologista Marcelo Bergamo explica o que costuma atrapalhar o efeito dos remédios para o tratamento de pressão alta
atualizado
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De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), a pressão alta é uma “doença democrática”. “Ataca homens e mulheres, brancos e negros, ricos e pobres, idosos e crianças, gordos e magros, e pessoas calmas e nervosas”, publicou a entidade em um artigo. Bastante comum, a condição acomete uma em cada quatro pessoas adultas no país.
A SHB estima que a pressão alta atinja em torno de, no mínimo, 25% da população brasileira adulta. Na faixa etária com mais de 60 anos, o percentual aumenta para 50%. Tratar a hipertensão envolve fazer mudanças no estilo de vida e o uso de medicamentos sob supervisão especializada. Entretanto, um hábito pode interferir no efeito do remédio.
Especialista em ecocardiografia, o cardiologista Marcelo Bergamo destaca que o excesso do consumo de sal reduz a eficácia dos remédios para a condição. “A alimentação tem um papel fundamental no tratamento da hipertensão. O que se consome pode potencializar o efeito dos medicamentos ou dificultar o controle da pressão alta”, endossa o médico.
Na avaliação do cardiologista, tomar o remédio para hipertensão sem fazer ajuste na alimentação “muitas vezes não é suficiente”. Ele acrescenta que dispor de uma dieta rica em ultraprocessados favorece a retenção de líquidos, quadro que pode ser agravado por problemas cardíacos e, inclusive, aumentar a pressão arterial.
Marcelo aconselha consumir alimentos naturais, como frutas, legumes e fontes de potássio, por ajudarem no controle da pressão. O médico orienta evitar comer toranja, embutidos, industrializados, ultraprocessados, cafeína em excesso e bebidas alcoólicas antes de tomar o medicamento para o tratamento da hipertensão. As opções afetam a eficácia do remédio.

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