
Claudia MeirelesColunas

Cardiologista aponta doenças do coração que estão ligadas ao estresse
O cardiologista Fabrício da Silva revela como o estresse pode se transformar em um vilão silencioso do coração; entenda
atualizado
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A rotina acelerada e a sensação de que é preciso dar conta de tudo deixam os indivíduos em um estado constante de alerta. Diante desse cenário, o estresse que envolve as tomadas de decisão pode deixar de ser apenas um incômodo emocional para se transformar em um “vilão silencioso” para a saúde — especialmente a do coração. De acordo com o cardiologista Fabrício da Silva, as consequências do estresse para o sistema cardiovascular são cumulativas.
Ou seja: quando se chega ao limite, o organismo não consegue mais compensar a sobrecarga constante e responde de forma crítica.
“O estresse contínuo ativa de forma persistente o sistema nervoso simpático, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial. Com o tempo, isso favorece inflamação e disfunção dos vasos sanguíneos, e acelera processos como a aterosclerose, elevando o risco de infarto e AVC”, alerta o médico.

Entenda como o estresse está ligado às doenças do coração
O especialista esclarece que o “hormônio do estresse”, o cortisol, quando liberado de forma prolongada no organismo, passa a impactar negativamente o corpo.
“Essa exposição prolongada também contribui para o aumento da glicose e do acúmulo de gordura abdominal. Esses fatores, combinados, aumentam significativamente o risco cardiovascular e sobrecarregam o coração”, pontua Fabrício da Silva.

O trabalho “dobrado” do coração pode desencadear condições graves de saúde.
Fabrício salienta que o estresse pode agravar quadros de arritmias. “Além disso, em situações agudas e intensas, pode levar a condições como a chamada Síndrome do Coração Partido, que simula um infarto”, explica.
Sinais físicos
Buscando auxiliar os leitores a entender quando a sensação de estresse passa de uma reação natural para um estado crônico e prejudicial à saúde física e mental, o cardiologista apontou alguns sintomas que podem indicar a sobrecarga do organismo.
“Alguns sinais de alerta incluem palpitações, sensação de coração acelerado, dores no peito, falta de ar, cansaço excessivo e alterações no sono. Esses sintomas não devem ser ignorados, especialmente se forem recorrentes”, frisa Fabrício da Silva.

Redução de danos
Para reduzir os impactos do estresse no organismo, mudanças no estilo de vida são fundamentais. A prática regular de atividade física, técnicas de respiração e relaxamento, boa qualidade do sono e organização da rotina são algumas das estratégias eficazes citadas pelo especialista.
“O acompanhamento psicológico ou médico também é indicado. O mais importante é reconhecer o estresse como um fator de risco real e tratá-lo com a mesma seriedade que outros problemas cardiovasculares”, orienta o especialista.

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