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Canetas emagrecedoras podem aumentar risco de colelitíase, diz médico
A colelitíase é o termo médico para a popular pedra na vesícula, causada por fatores como desequilíbrio na composição da bile
atualizado
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Com a promessa de um emagrecimento acelerado, as canetas de tirzepatida ou semaglutida ganham cada vez mais popularidade entre pacientes que buscam emagrecimento rápido. Entretanto, o uso desses medicamentos pode esconder riscos como pancreatite e colelitíase, conhecida como pedra na vesícula.
Ouvido pela coluna Claudia Meireles, Fernando Alves, endocrinologista e clínico geral do Hospital Santa Lúcia Sul, destaca que essas medicações possuem uma tendência de produzir cálculos biliares — não necessariamente pelo princípio ativo, mas por conta da velocidade da perda de peso e do jejum prolongado.
“Como a pessoa tende a se alimentar cada vez menos, em pequenas quantidades, e tende também a ter um resultado muito bom na perda de peso, as canetas tornam os pacientes mais propenso a produzir mais pedras do que as pessoas que não estão usando”, analisa Fernando.
Para evitar efeitos colaterais como esse, o endocrinologista frisa a importância do acompanhamento médico para avaliar problemas de saúde pré-existentes, como esteatose hepática, hipogonadismo e resistência a insulina.
“Antes de iniciar a medicação, a gente faz pelo menos uma ecografia do fígado para ver como ele está e se não há pedra pré-existente”, destaca o profissional.
Para quem está em uso do medicamento, os sintomas de alerta para a condição são dores abdominais na parte superior ao lado direito e náuseas. “Às vezes, após ter se alimentado, vem uma dor intensa nessa região que pode passar aos poucos, mas também se manter ao longo de um período”, explica o expert.
Risco de colelitíase em perdas de peso controladas
Pacientes com obesidade tendem a ser mais propensos a desenvolver a colelitíase, assim como para outras condições como trombose e infarto, destaca o médico. “Em casos de pacientes que estão em busca do medicamento para fins estéticos, com perda por volta de 5 kg, o risco é um pouco menor.”
Isso não significa que as substâncias não podem gerar riscos adversos. Para o endocrinologista, o paciente “não deve simplesmente iniciar a medicação apenas porque acredita que vai fazer efeito”, mas estudar junto a um profissional como está a saúde e a dosagem segura para conseguir tirar o melhor benefício da medicação.
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