Benefícios à saúde se perdem após fim do uso de Mounjaro, diz estudo

Estudo com pacientes que pararam tratamento com Mounjaro mostra que eles tendem a engordar de novo e ter piora nos índices cardiometabólicos

atualizado

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Matthew Horwood / Colaborador Getty Images
Mãos de mulher segurando injeção de Mounjaro - Entenda casos de pancreatite fatal relacionados ao uso do Mounjaro - Metrópoles
1 de 1 Mãos de mulher segurando injeção de Mounjaro - Entenda casos de pancreatite fatal relacionados ao uso do Mounjaro - Metrópoles - Foto: Matthew Horwood / Colaborador Getty Images

Pacientes que interrompem o uso do Mounjaro – medicamento injetável usado contra a diabetes de tipo 2 e que se popularizou por sua eficácia na perda de peso – e voltam a engordar perdem benefícios à saúde conquistados com o tratamento, revela um novo estudo publicado nessa segunda-feira (24/11).

A pesquisa – que contou com a participação de especialistas da farmacêutica dona do Mounjaro, a Eli Lilly –, realizada com 308 pessoas, constatou que aqueles que recuperaram 25% ou mais do peso perdido após 36 semanas de tratamento perderam também os benefícios à saúde inicialmente conquistados, como redução da circunferência da cintura, melhora na pressão sanguínea e nos índices glicêmicos e de colesterol, bem como de resistência à insulina.

Quanto mais quilos os pacientes recuperaram do antigo peso, pior foi a regressão no quadro clínico. Entre os 308 pacientes que participaram do estudo, 77 recuperaram de 25% a 50% do peso perdido após 52 semanas sem usar o Mounjaro; em 103, o ganho foi de 50% a 75%; em 74, acima de 75%.

Neste último grupo, dos que retomaram mais de 75% do peso antigo, os parâmetros cardiometabólicos voltaram ao mesmo ponto do início do tratamento.

Mudança de estilo de vida é importante

O princípio ativo do Mounjaro, a tirzepatida, pode ajudar pessoas a perder em média 20% de seu peso corporal em 72 semanas de tratamento – mais que outros tratamentos similares disponíveis, como Wegovy e Ozempic.

Porém, outras pesquisas já constataram que o peso perdido geralmente tende a ser recuperado passados alguns meses após a suspensão do medicamento – a um ritmo muito mais acelerado do que no caso de pessoas que emagrecem apenas com dietas, exercícios e mudanças no estilo de vida.

Os autores do estudo publicado nesta segunda-feira afirmam que as conclusões “reforçam a importância da manutenção da redução do peso a longo prazo, por meio de intervenções no estilo de vida e medicamentos para gerenciamento da obesidade, de modo a manter os benefícios cardiometabólicos e uma melhor qualidade de vida”.

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Jane Ogden, professor emérito da escola de ciências da saúde da Universidade de Surrey, ressaltou que o uso de medicamentos injetáveis para perda de peso nem sempre vem acompanhado de mudanças no estilo de vida e na dieta.

Segundo ela, a manutenção de velhos hábitos prejudiciais à saúde pode levar ao ganho de peso e, consequentemente, à reversão de benefícios cardíacos.

Outro estudo publicado recentemente na revista Nature aponta que o uso da tirzepatida consegue acalmar o desejo incessante por comida, mas só temporariamente.

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