Diretor-geral da PF tira férias em meio à crise com André Mendonça
As férias de uma semana já estavam programadas, mas coincidiram com o auge da tensão entre o diretor-geral da PF e o ministro André Mendonça

No meio da crise com o ministro André Mendonça, do Supremo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, saiu de férias por uma semana. O período de descanso já estava programado e foi mantido.
Como revelou a coluna, o ministro pediu aos seus assessores que reunissem informações que possam indicar se houve obstrução de justiça por parte do diretor-geral da PF.
Mendonça determinou que a PF encaminhe a ele todos os documentos ainda em estado bruto relacionados às investigações da Farra do INSS, esquema que desviou dinheiro de aposentados e pensionistas. Entre os investigados, está Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. O caso foi revelado pelo Metrópoles.
A PF entende que a ordem do ministro fere a lei que garante autonomia dos delegados nas investigações. Todos os superintendentes da PF assinaram documento nesse sentido. (entenda abaixo)
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA coluna revelou que os ministros Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), e Wellington Cesar, da Justiça, atuaram como bombeiros para dissuadir o ministro de adotar medidas extremas contra o chefe da PF. A segunda etapa é tentar um encontro entre Mendonça e Andrei, mas ainda não há data para a reunião. Acionada pela PF, a AGU se recusa a questionar judicialmente a ordem de Mendonça.
Apesar da cortesia da conversa, o clima entre o Supremo e a PF segue quente.
Entenda o impasse:
O ministro determinou que a PF submeta ao seu gabinete todo o material bruto das investigações da Farra do INSS. Com esse acervo, a equipe de Mendonça pode pesquisar um nome e verificar se ele aparece nos documentos apreendidos, incluindo conversas telefônicas.
A PF sustenta que não há motivo para o magistrado ter acesso a esse conteúdo, já que cabe à Polícia Federal investigar, ao Ministério Público denunciar e ao ministro julgar.
Mendonça também exige autorizar qualquer mudança de delegado na equipe responsável pelo caso. A PF afirma que a medida fere a autonomia do trabalho policial. Para o ministro, porém, trata-se de uma forma de evitar interferência política em uma investigação que envolve o filho do presidente Lula e seu ex-chefe de gabinete.





