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Andreza Matais

Diretor-geral da PF tira férias em meio à crise com André Mendonça

As férias de uma semana já estavam programadas, mas coincidiram com o auge da tensão entre o diretor-geral da PF e o ministro André Mendonça

10/08/2026 16:58, atualizado 10/08/2026 17:25
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O ministro André Mendonça

No meio da crise com o ministro André Mendonça, do Supremo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, saiu de férias por uma semana. O período de descanso já estava programado e foi mantido.

Como revelou a coluna, o ministro pediu aos seus assessores que reunissem informações que possam indicar se houve obstrução de justiça por parte do diretor-geral da PF.

Mendonça determinou que a PF encaminhe a ele todos os documentos ainda em estado bruto relacionados às investigações da Farra do INSS, esquema que desviou dinheiro de aposentados e pensionistas. Entre os investigados, está Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. O caso foi revelado pelo Metrópoles.

A PF entende que a ordem do ministro fere a lei que garante autonomia dos delegados nas investigações. Todos os superintendentes da PF assinaram documento nesse sentido. (entenda abaixo)

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A coluna revelou que os ministros Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), e Wellington Cesar, da Justiça, atuaram como bombeiros para dissuadir o ministro de adotar medidas extremas contra o chefe da PF. A segunda etapa é tentar um encontro entre Mendonça e Andrei, mas ainda não há data para a reunião. Acionada pela PF, a AGU se recusa a questionar judicialmente a ordem de Mendonça.

Apesar da cortesia da conversa, o clima entre o Supremo e a PF segue quente.

Entenda o impasse:

O ministro determinou que a PF submeta ao seu gabinete todo o material bruto das investigações da Farra do INSS. Com esse acervo, a equipe de Mendonça pode pesquisar um nome e verificar se ele aparece nos documentos apreendidos, incluindo conversas telefônicas.

A PF sustenta que não há motivo para o magistrado ter acesso a esse conteúdo, já que cabe à Polícia Federal investigar, ao Ministério Público denunciar e ao ministro julgar.

Mendonça também exige autorizar qualquer mudança de delegado na equipe responsável pelo caso. A PF afirma que a medida fere a autonomia do trabalho policial. Para o ministro, porém, trata-se de uma forma de evitar interferência política em uma investigação que envolve o filho do presidente Lula e seu ex-chefe de gabinete.