Delegado da Cunha tem crise e é contido por bombeiros após perder eleição
Delegado e outros 23 policiais civis são alvo de investigação da Corregedoria por supostamente usarem símbolos da instituição em campanhas

O deputado Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado da Cunha, foi hospitalizado, conforme apurado pela coluna, na noite dessa quinta-feira (8/10), quando foi encaminhado ao Hospital Sírio Libanês, na capital paulista. Ele teria tido uma crise, quatro dias após perder as eleições, e foi contido bombeiros, conforme apurou a coluna. Da Cunha perdeu a reeleição para deputado federal, pelo União, quando computou 26.497 votos no domingo (4/10).
Os motivos para a crise emocional do policial são ainda apurados. A assessoria de imprensa dele foi procurada mas não havia se posicionado até a publicação desta reportagem.
Além disso, da Cunha e outros 23 policiais civis respondem na Corregedoria da Polícia Civil um procedimento por “abusos eleitorais”. O órgão fiscalizador comunicou ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), no início do mês, indícios de que da Cunha e os outros investigados tenham usado a imagem institucional da Polícia Civil em suas campanhas.
Como revelou a coluna, a demissão do Delegado da Cunha foi publicada no Diário Oficial do Estado, em 3 de setembro. No mesmo dia, por meio de uma liminar, a Justiça determinou que ele permanecesse no quadro da Polícia Civil, até segunda ordem.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) ainda vai analisar o mérito da demissão assinada pelo governador Tarcísio de Freitas, motivada “a bem do serviço público”.
Vídeos, Corregedoria e encenação
A exposição nas redes também colocou o delegado no centro de uma série de investigações.
Em 2020, Da Cunha foi acusado de obrigar a vítima de um sequestro e um criminoso a retornarem a um cativeiro já desativado para que a ação policial fosse reencenada e gravada. Ele admitiu ter feito uma reprodução da ocorrência. O processo judicial relacionado ao episódio acabou arquivado em 2024.
Em 2021, foi afastado das ruas e teve arma e distintivo recolhidos. À época, respondia a procedimentos na Corregedoria por suspeitas relacionadas ao uso da estrutura da Polícia Civil em gravações para suas redes. Naquele ano, pediu licença não remunerada.
Réu por violência doméstica
Já deputado federal, Da Cunha tornou-se réu por violência doméstica contra a ex-companheira Betina Grusiecki. O MPSP o denunciou por lesão corporal, ameaça e dano qualificado. Ele nega as acusações.
Em fevereiro de 2026, sua participação na reinauguração de uma Delegacia de Defesa da Mulher, em São Paulo, provocou críticas de entidades ligadas ao combate à violência contra mulheres.

















