Quem é Da Cunha, delegado famoso nas redes e demitido por Tarcísio
Deputado ganhou projeção filmando operações, enfrentou investigações internas, teve arma recolhida e tornou-se réu por violência doméstica

Carlos Alberto da Cunha (imagem em destaque) construiu a própria projeção pública justamente no cargo do qual agora foi demitido. Conhecido nacionalmente como Delegado Da Cunha, o deputado federal ganhou fama ao publicar vídeos de operações policiais nas redes sociais, antes de ser eleito para a Câmara dos Deputados em 2022.
Nesta quinta-feira (3/9), como mostrou em primeira mão a coluna, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) determinou sua demissão da Polícia Civil a bem do serviço público.
Fama diante das câmeras
A exposição de operações transformou Da Cunha em uma celebridade digital, com quase dois milhões de seguidores, mas também passou a ser questionada internamente.
Em 2020, ele foi acusado de obrigar a vítima de um sequestro e um criminoso a voltarem a um cativeiro já desativado para que a ocorrência fosse reencenada diante das câmeras. O delegado admitiu ter realizado uma reprodução da ação. O processo judicial relacionado ao episódio foi arquivado em 2024.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNo ano seguinte, Da Cunha foi afastado das ruas e teve arma e distintivo recolhidos enquanto respondia a procedimentos da Corregedoria relacionados, entre outros pontos, ao uso da estrutura policial em gravações para suas redes. Ele depois pediu licença não remunerada da instituição.
Das urnas à Justiça
Já deputado federal, Da Cunha tornou-se réu por violência doméstica contra a ex-companheira Betina Grusiecki. O Ministério Público o denunciou por lesão corporal, ameaça e dano qualificado. Ele nega as acusações.
Em 2023, a Justiça também suspendeu seu porte e sua posse de armas. Agora, a demissão determinada pelo governo paulista encerra formalmente o vínculo do parlamentar com a instituição que lhe deu o apelido e serviu de plataforma para sua ascensão pública.























