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São Paulo

Justiça mantém decisão que suspende demissão de Delegado Da Cunha

Deputado, delegado Da Cunha foi exonerado da Polícia Civil de SP em 3 de setembro. Ele recebeu a pena de demissão a bem do serviço público

30/09/2026 18:11, atualizado 30/09/2026 18:39
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O deputado Delegado Da Cunha, de São Paulo

O órgão especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a decisão liminar que suspendia a demissão do delegado Carlos Alberto da Cunha, mais conhecido como Delegado Da Cunha, do quadro da Polícia Civil de São Paulo. A informação foi confirmada à reportagem pela defesa.

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O deputado Delegado Da Cunha, de São Paulo
Delegado Da Cunha
Delegado da Cunha foi alvo de uma representação do MPE por ter pedido votos em um vídeo publicado no YouTube durante a pré-candidatura a deputado federal
O Delegado da Cunha é pré-candidato a deputado federal e fez fama no YouTube publicando vídeos de operações policiais. Ele chegou a ser alvo da Corregedoria por usar a Polícia Civil para autopromoção
O deputado Delegado Da Cunha, do PP de São Paulo
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O deputado Delegado Da Cunha, do PP de São Paulo

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O deputado Delegado Da Cunha, de São Paulo
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O deputado Delegado Da Cunha, de São Paulo

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Delegado Da Cunha
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Delegado Da Cunha

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Delegado da Cunha foi alvo de uma representação do MPE por ter pedido votos em um vídeo publicado no YouTube durante a pré-candidatura a deputado federal
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Delegado da Cunha foi alvo de uma representação do MPE por ter pedido votos em um vídeo publicado no YouTube durante a pré-candidatura a deputado federal

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O Delegado da Cunha é pré-candidato a deputado federal e fez fama no YouTube publicando vídeos de operações policiais. Ele chegou a ser alvo da Corregedoria por usar a Polícia Civil para autopromoção
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O Delegado da Cunha é pré-candidato a deputado federal e fez fama no YouTube publicando vídeos de operações policiais. Ele chegou a ser alvo da Corregedoria por usar a Polícia Civil para autopromoção

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Delegado já foi afastado das ruas por ter chamado policiais de "ratos"
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Delegado já foi afastado das ruas por ter chamado policiais de "ratos"

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Da Cunha alega que há ciúme em relação ao seu sucesso na corporação
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Da Cunha alega que há ciúme em relação ao seu sucesso na corporação

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O deputado federal Delegado da Cunha em vídeo publicado na internet
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O deputado federal Delegado da Cunha em vídeo publicado na internet

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Sucesso no YouTube, Delegado Da Cunha tem mais de 3 milhões de seguidores
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Sucesso no YouTube, Delegado Da Cunha tem mais de 3 milhões de seguidores

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Deputado Delegado Da Cunha
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Deputado Delegado Da Cunha

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Carlos Alberto da Cunha tem de 43 anos
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Carlos Alberto da Cunha tem de 43 anos

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Deputado federal pelo União Brasil e candidato à reeleição, Da Cunha foi exonerado do cargo em 3 de setembro, após o governo paulista considerar procedentes as acusações feitas contra o parlamentar em processo administrativo. O delegado recebeu a pena de demissão a bem do serviço público.

A decisão foi assinada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e publicada no Diário Oficial do estado. A medida, no entanto, foi suspensa pelo TJSP no mesmo dia, após o deputado entrar com um mandado de segurança contra o governador. Na prática, Da Cunha segue na Polícia Civil até segunda ordem, ou seja, até que o mérito do caso seja analisado pela Justiça.

À Justiça, o governo de São Paulo afirmou que a demissão de Carlos Alberto da Cunha se baseou em processo administrativo instaurado em 16 de setembro de 2021, que apurava a suspeita da prática de infrações administrativas de natureza grave, descumprimento de deveres e transgressões disciplinares no exercício do cargo de delegado de Polícia Civil do estado de São Paulo.

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Ao Metrópoles, o parlamentar afirmou, em mensagem, que a demissão dele resultou de “perseguição política”.

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Da Cunha estava licenciado da instituição e ganhou projeção nacional ao publicar vídeos de operações policiais nas redes sociais, antes de ser eleito deputado federal, em 2022.

Vídeos, Corregedoria e encenação

A exposição nas redes também colocou o delegado no centro de uma série de investigações.

Em 2020, Da Cunha foi acusado de obrigar a vítima de um sequestro e um criminoso a retornarem a um cativeiro já desativado para que a ação policial fosse reencenada e gravada. Ele admitiu ter feito uma reprodução da ocorrência. O processo judicial relacionado ao episódio acabou arquivado em 2024.

Em 2021, ele foi afastado das ruas e teve arma e distintivo recolhidos. À época, respondia a procedimentos na Corregedoria por suspeitas relacionadas ao uso da estrutura da Polícia Civil em gravações para suas redes. Naquele ano, pediu licença não remunerada.

Réu por violência doméstica

Já deputado federal, Da Cunha tornou-se réu por violência doméstica contra a ex-companheira Betina Grusiecki. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) o denunciou por lesão corporal, ameaça e dano qualificado. Ele nega as acusações.

Em fevereiro de 2026, a participação dele na reinauguração de uma Delegacia de Defesa da Mulher, em São Paulo, provocou críticas de entidades ligadas ao combate à violência contra mulheres.