Justiça mantém decisão que suspende demissão de Delegado Da Cunha
Deputado, delegado Da Cunha foi exonerado da Polícia Civil de SP em 3 de setembro. Ele recebeu a pena de demissão a bem do serviço público

O órgão especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a decisão liminar que suspendia a demissão do delegado Carlos Alberto da Cunha, mais conhecido como Delegado Da Cunha, do quadro da Polícia Civil de São Paulo. A informação foi confirmada à reportagem pela defesa.
Deputado federal pelo União Brasil e candidato à reeleição, Da Cunha foi exonerado do cargo em 3 de setembro, após o governo paulista considerar procedentes as acusações feitas contra o parlamentar em processo administrativo. O delegado recebeu a pena de demissão a bem do serviço público.
A decisão foi assinada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e publicada no Diário Oficial do estado. A medida, no entanto, foi suspensa pelo TJSP no mesmo dia, após o deputado entrar com um mandado de segurança contra o governador. Na prática, Da Cunha segue na Polícia Civil até segunda ordem, ou seja, até que o mérito do caso seja analisado pela Justiça.
À Justiça, o governo de São Paulo afirmou que a demissão de Carlos Alberto da Cunha se baseou em processo administrativo instaurado em 16 de setembro de 2021, que apurava a suspeita da prática de infrações administrativas de natureza grave, descumprimento de deveres e transgressões disciplinares no exercício do cargo de delegado de Polícia Civil do estado de São Paulo.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPAo Metrópoles, o parlamentar afirmou, em mensagem, que a demissão dele resultou de “perseguição política”.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todasDa Cunha estava licenciado da instituição e ganhou projeção nacional ao publicar vídeos de operações policiais nas redes sociais, antes de ser eleito deputado federal, em 2022.
Vídeos, Corregedoria e encenação
A exposição nas redes também colocou o delegado no centro de uma série de investigações.
Em 2020, Da Cunha foi acusado de obrigar a vítima de um sequestro e um criminoso a retornarem a um cativeiro já desativado para que a ação policial fosse reencenada e gravada. Ele admitiu ter feito uma reprodução da ocorrência. O processo judicial relacionado ao episódio acabou arquivado em 2024.
Em 2021, ele foi afastado das ruas e teve arma e distintivo recolhidos. À época, respondia a procedimentos na Corregedoria por suspeitas relacionadas ao uso da estrutura da Polícia Civil em gravações para suas redes. Naquele ano, pediu licença não remunerada.
Réu por violência doméstica
Já deputado federal, Da Cunha tornou-se réu por violência doméstica contra a ex-companheira Betina Grusiecki. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) o denunciou por lesão corporal, ameaça e dano qualificado. Ele nega as acusações.
Em fevereiro de 2026, a participação dele na reinauguração de uma Delegacia de Defesa da Mulher, em São Paulo, provocou críticas de entidades ligadas ao combate à violência contra mulheres.





















