A venda da Som Livre vai mudar de vez relação artista-gravadora. Entenda

Ninguém quer ser persona non grata na Globo. Quer dizer, quase ninguém. Veja o que deve acontecer agora

atualizado 20/11/2020 14:47

Reprodução

Nos corredores da Som Livre, os nomes de Gusttavo Lima e Henrique & Juliano passaram a ser proibidos uns tempos atrás. Agora, com a venda da gravadora, tudo vai mudando.

A coluna, que tem memória, conta tudo pra vocês. Eles eram os grandes artistas da casa, os maiores arrecadadores e, do dia para a noite, deixaram a gravadora. Dizer não para a Som Livre é assumir uma briga feia no mercado.

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E poucas pessoas têm coragem (e condições) pra isso. É dizer não pra Globo (que, diga-se de passagem, não é mais tão poderosa assim). Mas ninguém quer ser persona non grata na Globo. Quer dizer, quase ninguém.

Guerras silenciosas

A saída de Gusttavo Lima em julho de 2019, digamos, foi um baque bem maior. Tudo por causa da Sony Music, que pagou caro (muito caro) por ele. Em contrapartida, as Organizações Globo iniciaram uma guerra pesada e jamais admitida contra ele.

E o tiro saiu pela culatra. Gusttavo Lima ficou cada vez maior. Não dá pra esquecer do que a Som Livre, de pura raivinha, fez contra o Gusttavo. Três meses antes do Buteco do Gusttavo em Brasilia, dentro do Mane Garrincha, ele dera inicio às vendas. A Som Livre, criadora do Festeja, decide lançar a edição de Brasília para a mesmo dia e mesmo local!

Só que no estacionamento do estádio, como nomes como Marilia Mendonca, Maiara & Maraisa e todo casting do escritório de agenciamento de artistas Work Show. Henrique & Juliano também foram um golpe pesado. A multa pela saída deles foi de R$ 70 milhões. Um valor gigantesco, mas que deixou um buraco maior ainda na gravadora.

Mas há uma questão a se apontar. A cada dia que passa, o papel da gravadora tem sido discutido pelos artistas. Até que ponto esta relação está sendo favorável a eles? A internet tirou muito poder delas. Hoje, ninguém precisa de uma para estourar. A gravadora entra com a grana para investir na carreira. Mas aí entra a questão: a divisão dos lucros. Muitas vezes é desleal para os artistas.

Gravadoras detêm até 80% do direito da musica no digital. Será que essa conta é honesta? A venda da Som Livre vai fazer o mercado repensar essa relação artista-gravadora. Tenha certeza disso.

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