Lula livre prega ideias que levaram à recessão, desemprego e caos

A estratégia até pode funcionar e o Brasil voltar a ter a catástrofe econômica criada pelo PT

DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDODANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 14/11/2019 11:50

O ex-presidente Lula, em seus primeiros dias fora da cadeia, parece ter escolhido os dois principais alvos do que parece ser a sua batalha para voltar a mandar no Brasil: os ministros Sergio Moro e Paulo Guedes. (O presidente Bolsonaro, é claro, nem precisa entrar nessa conta.)

Como Lula continua sendo considerado um dos mais extraordinários gênios políticos do mundo, independentemente dos resultados práticos que tem conseguido nos últimos anos, ninguém discutiu o acerto, a conveniência e a lógica dessa sua primeira opção. No máximo, ouve-se dizer que ele saiu do xadrez e já assumiu o “comando da oposição”.

Lula, pelo jeito, acha que vai ganhar força e pontos no Ibope colocando diante do público a seguinte escolha: “Ou eu ou o Moro”. Está convencido que é muito mais popular e mais forte que o xerife número 1 da luta contra a corrupção.

Em relação a Guedes, imagina que a população está desesperada com os desastres supostamente criados pelo ministro – e vai encontrar nele, Lula, a salvação para tudo. Que desastres? Salvação do quê? Será preciso combinar com os resultados concretos da economia.

Para dar certo, essa estratégia exige que a maioria dos brasileiros acredite, mesmo, que Moro é um homem ruim e Lula um homem bom – e que o Brasil volte, nos próximos três anos, à recessão, ao desemprego e ao resto da catástrofe econômica criada pelo PT. Façam suas apostas.

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