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O resultado de uma recente pesquisa deixou com um sorriso de orelha a orelha integrantes da campanha de Eliana Pedrosa (Pros) e Alírio Neto (PTB). Sem a presença de Jofran Frejat (PR), que desistiu da disputa, a dupla de ex-deputados distritais aparece em primeiro lugar na avaliação estimulada, com 13,8% da intenção dos votos, contra 7,2% do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Detalhe curioso é que a sondagem, feita pelo desconhecido Instituto Dataplan, foi encomendada pelo PTB, sigla do vice de Eliana.

Na sequência de preferidos, segundo a apuração do instituto, estão: o general Paulo Chagas (PRP), com 6,1%; Rogério Rosso (PSD), com 5,7%; Alexandre Guerra (Novo), com 4,1%; e Fátima Sousa (PSol), com 2,4%. Por ter sido realizada de 19 a 22 de julho – antes, portanto, das candidaturas de Ibaneis Rocha (MDB) e de Alberto Fraga (DEM) –, os dois postulantes não foram incluídos nos cartões de respostas.

Outros nomes aparecem na lanterna dos resultados ao Palácio do Buriti. Apesar de não ser mais candidato, Afonso Magalhães (PT) registra 1,5%; e Peniel Pacheco (PDT), 1,3%. Brancos e nulos, segundo o levantamento, somam 33,2% dos entrevistados. Outros 24,7% ainda não decidiram em quem votar.

A pesquisa ouviu 1.015 pessoas e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 06260/2018.

Rejeição
No quesito rejeição, Rollemberg é o primeiro da lista: 54,5% disseram não votar de jeito nenhum no político. Na sequência, aparece Eliana Pedrosa, com 7,9% de insatisfação por parte da população. Rogério Rosso é o terceiro e teria 4,6% de eleitores contrários ao projeto dele.

Apesar da origem questionável da pesquisa, uma coisa é fato. Sobre avaliação do governo, o resultado reforça o que vários outros levantamentos já apontam: a reprovação ao atual chefe do Executivo distrital.

Segundo o levantamento, 69,1% da população não veem com bons olhos a administração do socialista. Apenas 6,1% dos entrevistados aprovaram o jeito Rollemberg de governar. Os números estão dentro da margem de erro, que é de 3,1% para mais ou para menos.

 

Potencial de crescimento
Outro fator que não pode ser desconsiderado é o potencial de crescimento de Eliana Pedrosa. Enquanto rivais se viam patinando nas costuras em busca de alianças, ela conseguiu firmar a candidatura e angariar o apoio de sete partidos. Uma oitava legenda pode embarcar na chapa: o PDT.

Eliana também tem passado, ao menos até agora, ao largo de pendências na Justiça. Não há problemas recentes. Casos como a denúncia do Ministério Público de 2012 – já arquivada, por supostamente transformar, ao lado de outros distritais à época, a Fundação Câmara Legislativa (Funcal) em cabide de empregos para aliados – não têm potencial para fazer grande estrago na candidatura.

Senado
Caso o instituto Dataplan tenha acertado, Cristovam Buarque (PPS) possui a preferência do eleitorado, com 15,9% dos votos. Chico Leite (Rede) e Alberto Fraga (DEM) – que até então era candidato ao parlamento e hoje briga pelo Buriti – estariam tecnicamente empatados pela segunda vaga, com 11,6% e 9,6%, respectivamente, diferença dentro da margem de erro.



 


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