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O general da reserva Paulo Chagas causou polêmica durante o 1º Debate com os Pré-Candidatos promovido pelo Metrópoles, nessa segunda-feira (9/7), ao se referir a dados sobre homicídios sofridos e cometidos por negros no Brasil. Estreante em debates, o militar respondia a pergunta da jornalista Juliana Cézar Nunes, que questionou o postulante ao Palácio do Buriti sobre políticas para esse grupo social.

A polêmica, segundo o militar da reserva, foi ocasionada por uma confusão entre os dados da jornalista e os de uma matéria da Folha de S. de Paulo, que usou informações do governo federal sobre o número de mortes de negros.

“Fui mal interpretado. A fonte dela foi uma reportagem, mas, na mesma matéria, foi colocado esse dado mostrando que os negros são também os que mais matam. Não quis discriminar ninguém”, explicou Paulo Chagas.

Chamado de “racista” e “fascista”, o ex-general disse durante o debate que não via razão em se produzir políticas exclusivas destinadas ao movimento negro. “Não vejo necessidade de se fazer políticas públicas para favorecer qualquer raça, já que somos todos iguais perante Deus”, afirmou.

Ao fim do debate, o militar da reserva acusou os adversários de usarem o debate para “apresentarem suas necessidades e não com intuito de atender os anseios da sociedade”.