CLDF analisa projeto que reduz 30% das mensalidades de clubes em quarentena
Proposta argumenta que quarentena obrigatória reduziu gastos das entidades e essa diferença pode ser repassada a associados durante pandemia
A Câmara Legislativa (CLDF) passou a analisar um projeto de lei que determina a redução de até 30% das mensalidades dos clubes e associações recreativas do Distrito Federal enquanto durar a pandemia do novo coronavírus.
A justificativa para a proposta é que os associados não estão usufruindo das estruturas físicas das unidades desde que foram adotadas as medidas restritivas para conter a proliferação da Covid-19 no DF.
“O fechamento temporário dos clubes motivado pelo isolamento vertical, inevitavelmente, implicará a economia das despesas do clube quanto ao consumo de água, gás, energia elétrica, telefone, materiais de escritório, insumos de limpeza e de conservação. Assim, o presente projeto tem por objetivo contribuir para a convergência dos interesses dos clubes e seus associados, em razão da paralisação das atividades em decorrência das medidas adotadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF)“, escreve o autor da matéria, deputado distrital Robério Negreiros (PSD).
Caso seja aprovado e sancionado, o PL determina multas previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO texto ainda vai tramitar nas comissões permanentes da Casa e, se aprovado, será analisado pelos 24 parlamentares. Não há previsão de quando o projeto será apreciado pelo plenário.
Mensalidade escolar
Os deputados distritais aprovaram, recentemente, projeto que determina a redução das mensalidades escolares durante a quarentena do coronavírus. O texto aguarda sanção ou veto do governador Ibaneis Rocha (MDB).
Após debates com entidades representativas, pais e alunos, a CLDF alterou o texto original que previa 30% de desconto. Na versão aprovada, a redução ficou em torno de 10%.
O PL ainda prevê que os pais inadimplentes, ao término do ano letivo, não podem ter a matrícula do filho recusada. Nesses casos, devem ser feitas novas negociações.
Durante o debate, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) afirmou que a proposta seria inconstitucional, já que caberia apenas ao Congresso Nacional legislar sobre temas educacionais.














