Carla Zambelli ataca feministas e é chamada de gordofóbica no Twitter

A parlamentar disse que a decisão do Instagram, de ocultar as curtidas em publicações, é "para a gorda feminista peluda não ficar deprimida"

Michel Jesus/Câmara dos DeputadosMichel Jesus/Câmara dos Deputados

atualizado 17/07/2019 22:21

Após o anúncio do Instagram, de que decidiu omitir a quantidade de likes em todas as postagens na rede social no Brasil, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) se pronunciou nas redes sociais e foi chamada de “misógina e gordofóbica”.

Na publicação, feita no início da noite desta quarta-feira (17/07/2019), a parlamentar diz que a motivação da empresa em tirar a função “curtir” em fotos publicadas na plataforma, é “para a gorda feminista do cabelo roxo não ficar deprimida ao ver o desempenho da coleguinha na rede”.

Zambelli não se refere a ninguém especificamente, mas pisou em um vespeiro que lhe rendeu mais de 6 mil comentários, a maioria repudiando sua atitude. “Procure ajuda. Se medique. Consulte um bom psiquiatra”, disse um seguidor.

Carla, que é bem ativa nas redes sociais – inclusive durante sessões e audiências importantes nas comissões e no plenário da Câmara dos Deputados -, não ficou calada. Em resposta às publicações, alfinetou: “Só lendo os comentários da militância arco-íris”, o que lhe rendeu mais acusações, dessa vez, de homofobia.

 

“É no mínimo triste um comentário desse vindo de uma mulher que também não se encontra dentro dos padrões impostos pela sociedade e precisa depreciar outras mulheres pra se sentir aceita diante o público masculino”, disse uma seguidora.

Alguns comentários rebatiam o que está escrito no perfil da deputada, que se descreve como “cristã” e fala de Jesus, uma vez que o cristianismo prega o amor ao próximo como mandamento fundamental.

Bolsonaro

Outro parlamentar que foi às redes sociais reclamar das mudanças no Instagram foi o filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Segundo o “filho 02” do chefe do executivo federal, Jair Bolsonaro (PSL), a decisão da empresa comprova que o aplicativo segue uma “cartilha ideológica progressista”, o que é, claramente, rechaçado pelo parlamentar.

“Confere que o Instagram não mostra mais o número de curtidas numa postagem? Empresa privada, ok. Se isso for real saiba que o intuito é barrar o crescimento dos que pensam de forma independente, ou seja, aqueles que estão rompendo o sistema. Quem raciocina sabe o que isso significa”, escreveu o filho do presidente Jair Bolsonaro.

 

 

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“As justificativas usadas para não mostrar as curtidas no Instagram como combate ao bullying e suas derivações são apenas a certeza de que seguem a cartilha ideológica ‘progressista’. Querem limitar o interesse da informação e criar manipulados como em todos os campos já sabidos”, completou o vereador.

Em um comunicado oficial, o Instagram disse que a decisão é uma forma de desestimular a competição entre as pessoas e incentivar que o app seja usado para contar histórias, sem visar likes apenas.

SOBRE O AUTOR
Anderson Costolli

Formado em jornalismo pelo Centro Universitário Iesb em 2006, trabalhou como repórter nas redações do Correio Braziliense e da Tribuna do Brasil, em Brasília. No Rio de Janeiro, foi repórter em O DIA Online por dois anos. De volta à capital, foi assessor de imprensa na União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio) e, posteriormente, virou subeditor e editor-chefe do jornal Aqui DF. Esteve à frente do portal de notícias do Correio Braziliense por três anos, quando se especializou em cobertura on-line e edição de conteúdos digitais.

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