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Ciência

Inédita: cientistas detectam planeta com atmosfera em zona habitável

A descoberta é a evidência mais forte de que planetas parecidos com a Terra têm potencial para sustentar vida além do nosso Sistema Solar

17/07/2026 12:47, atualizado 17/07/2026 13:02
Melissa Weiss/CfA
Ilustração colorida do exoplaneta LHS 1140 b - Metrópoles

Pela primeira vez uma atmosfera foi detectada em volta de um exoplaneta presente na zona habitável de sua estrela. O achado ocorreu no LHS 1140 b, um planeta com composição e temperatura semelhantes às da Terra. Segundo os pesquisadores, a descoberta é a evidência mais forte de que mundos parecidos com o nosso planeta têm potencial para sustentar vida além do Sistema Solar.

“A atmosfera é essencial para que um planeta sustente a vida como a conhecemos. Esta é a primeira vez que alguém encontra uma atmosfera em um planeta rochoso na zona habitável de outra estrela”, afirma o autor principal do estudo, Collin Cherubim, em comunicado.

A descoberta, liderada pelo pesquisador da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, teve os resultados publicados na revista Science nessa quinta-feira (16/7).

Atmosfera rica em hélio

O pontapé inicial do achado veio de modelos computacionais desenvolvidos pelos próprios cientistas, os quais mostraram que o exoplaneta tinha uma atmosfera rica em hélio que escapava para o espaço. Posteriormente, um espectrógrafo do Observatório Magellan, no Chile, detectou o elemento realmente escapando no entorno do LHS 1140 b, o que confirmou a teoria.

Estudos anteriores já haviam achado planetas rochosos em zonas habitáveis, porém nenhum deles tinha conseguido demonstrar com clareza que possuía uma atmosfera, tornando o achado atual inédito.

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Localizado a aproximadamente 48 anos-luz da Terra, o LHS 1140 b orbita uma estrela anã vermelha dentro de uma porção em que as condições ambientais podem sustentar a existência de água líquida na superfície planetária.

Como próximos passos do estudo, os pesquisadores pretendem realizar uma análise mais aprofundada da atmosfera para determinar a sua composição completa, além de investigar se há oceanos na superfície do exoplaneta e outros fatores favoráveis à habitabilidade.

Os cientistas também avaliam que o método de detecção utilizado no estudo pode ser uma alternativa considerável para estudar a atmosfera de outros exoplanetas rochosos. “Esta foi uma validação do modelo e, com sorte, é apenas a primeira de muitas outras observações que virão”, conclui Cherubim.