Orcas estão causando encalhe de golfinhos na Argentina. Entenda

Apesar de ser um evento raro entre golfinhos, dois encalhes recentes, em 2021 e 2023, foram registrados na Baía de San Antonio, na Argentina

atualizado

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Divulgação/Royal Society Open Science
Imagem colorida mostra golfinhos encalhados na Argentina - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra golfinhos encalhados na Argentina - Metrópoles - Foto: Divulgação/Royal Society Open Science

Em dois registros recentes, ocorridos em 2021 e 2023, vários golfinhos-roazes (Delphinus delphis) foram vistos encalhados nas águas rasas da Baía de San Antonio, na Argentina. Ao estudar a motivação de dois eventos semelhantes em um curto intervalo de tempo, pesquisadores descobriram que os cetáceos estavam fugindo dos ataques de orcas (Orcinus orca).

As centenas de golfinhos encalharam ao ficarem presos em bancos de areia. A maioria sobreviveu e foi devolvida ao mar, mas alguns morreram.

Encalhes coletivos de golfinhos quase não ocorrem e quando acontecem normalmente estão ligados a doenças, desorientação, influência por atividades humanas ou pelo movimento das marés. Análises posteriores mostraram que nenhuma dessas hipóteses explicava os eventos estudados.

A descoberta foi liderada por pesquisadores da Faculdade de Ciências Marinhas (FACiMar), unidade acadêmica pertencente à Universidad Nacional del Comahue (UNCo), na Argentina. Os resultados foram publicados na revista Royal Society Open Science nessa quarta-feira (11/3).

Encalhes provocados por orcas

Para investigar o acidente, foram realizadas necropsias em 38 golfinhos. Também foram coletadas imagens de drone e embarcações turísticas de uma plataforma científica, além de depoimentos de moradores locais. O objetivo era juntar o máximo de informações possível sobre a região.

A análise das imagens mostra a presença de orcas no local antes da aproximação dos golfinhos em direção à costa. Nas fotos, também foi possível observar grupo de cetáceos, bem próximos um do outro, nadando em direção às partes rasas da água. Por lá, há canais estreitos e com muitos bancos de areia – a reunião de todas evidências sugere que os golfinhos tentavam escapar das orcas. 

Os resultados dos exames dos cadáveres dos animais apontaram que todos estavam em boas condições físicas, sem sinais de doenças ou ferimentos causados por barcos ou redes de pesca. Para os pesquisadores, o fato aumenta ainda mais os indícios de fuga por parte dos golfinhos.

“Nosso estudo fornece novas evidências que sugerem que a presença de predadores também pode ser um fator contribuinte importante. Especificamente, a presença de orcas pode atuar como um fator de estresse significativo, levando os golfinhos-comuns a se dirigirem para águas rasas, aumentando o risco de encalhe”, escrevem os pesquisadores no artigo.

Segundo os autores, saber que os encalhes foram provocados por uma causa natural e não por doença ou ferimentos ajuda a tomar medidas mais rápidas para evitar eventos semelhantes.

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