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Ciência

Maior câmera do mundo começa a operar e fará “filme cósmico” do céu

Por meio da fotos da câmera, será possível observar vários eventos astronômicos, como a movimentação de asteroides e a explosão de estrelas

03/07/2026 10:51, atualizado 03/07/2026 10:52
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Reprodução/Observatório Vera Rubin
Imagem colorida do Observatório Vera Rubin - Metrópoles

O Levantamento Legado de Espaço e Tempo (LSST, sigla em inglês), que utiliza a maior câmera digital do mundo já produzida para a astronomia, iniciou oficialmente seus trabalhos na terça-feira (30/6). Com 3,2 mil megapixels, a expectativa é que o equipamento instalado no Observatório Vera C. Rubin, no Chile, registre imagens diárias por dez anos do céu austral, de uma porção localizada no Hemisfério Sul.

A partir das fotos diárias, será possível observar diversos eventos astronômicos, como a movimentação de asteroides, explosão de estrelas, o registro fóssil de galáxias distantes e até ajudar a buscar evidências da existência de matéria escura. O objetivo dos cientistas é registrar o “filme cósmico” do Universo mais abrangente da história através de time-lapses ultra-amplos e com alta definição do céu.

“Hoje, começamos a fazer o maior filme cósmico já feito. Este momento reflete décadas de visão, inovação e o poder do investimento federal em ciência”, afirma Brian Stone, diretor da National Science Foundation (NSF), um dos órgãos financiadores do Observatório Vera C. Rubin, em comunicado.

A câmera utilizada no projeto irá registrar uma imagem a cada 40 segundos, um período capaz de capturar eventos astronômicos no céu. Estima-se que cada ponto será flagrado pelo instrumento 800 vezes – a cada dia serão tiradas aproximadamente mil imagens.

Os cientistas esperam que a câmera colete cerca de 10 terabytes de dados. Além disso, ao avistar algum evento curioso, ela emitirá alertas por meio de sistemas automatizados para que os cientistas possam apontar seus telescópios para o céu. 

“Foram necessários 20 anos de ciência rigorosa, engenharia e muito mais para chegarmos ao ponto em que podemos gritar ‘ação’ e começar a filmar este filme de sucesso do Universo”, diz Phil Marshall, Diretor Adjunto de Operações do Rubin para Laboratório Nacional de Aceleradores (SLAC, na sigla em inglês).