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Ciência

Problema em foguete adia missão inédita da Nasa para salvar telescópio

Na missão, a nave Link irá ao espaço para resgatar o telescópio Swift, que tem perdido cada vez mais altitude e pode cair na atmosfera

02/07/2026 11:00, atualizado 02/07/2026 11:01
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NASA/Ron Beard
Imagem colorida mostra foguete pegasus da nasa - Metrópoles

A ida inédita da nave robótica Link ao espaço para resgatar o Observatório Neil Gehrels Swift precisou ser adiada. Segundo comunicado divulgado pela Nasa nesta quinta-feira (2/7), o foguete Pegasus XL, responsável por ser o veículo de lançamento, teve problemas, o que impediu temporariamente a missão. Ainda não há uma nova data, que será definida após a avaliação do veículo.

Link irá ao espaço para resgatar o telescópio Swift, que tem perdido cada vez mais altitude e, se continuar assim, pode reentrar na atmosfera terrestre. Anteriormente, Swift orbitava a cerca de 600 quilômetros de altitude e atualmente está a aproximadamente 370 quilômetros. A Nasa afirma que se o nível cair abaixo de 300 quilômetros, o resgate pode ser inviável, fazendo o instrumento cair na Terra.

Estima-se que a queda de Swift ocorreu devido ao aumento da intensidade da atividade solar e a falta de um sistema próprio de propulsão, o que impede o telescópio de retornar a altitude correta.

Quando der certo, como funcionará a missão de resgate

A partir do momento em que tudo estiver ajustado, Pegasus será levado a uma altura de cerca de 12 quilômetros pela aeronave L-1011 Stargazer para decolar. Chegando a este ponto no céu, o foguete acionará seus motores e irá em direção à órbita transportando e lançando Link ao espaço. O voo sairá de Atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall.

Depois de ser liberado por Pegasus, a nave robótica irá em direção ao Swift e deve passar entre duas a três semanas observando o telescópio para decidir quais são os pontos ideias para acoplar-se no instrumento e levá-lo para um órbita mais alta. Para a tarefa, Link usará seus três braços robóticos.

Caso dê certo, será a primeira vez que uma missão não tripulada conseguirá resgatar um telescópio no espaço. Além disso, o sucesso proporcionará mais anos de vida útil ao instrumento projetado para detectar principalmente explosões de raios gama.

“Embora a Nasa pudesse permitir que o Swift reentrasse na atmosfera, a situação é uma oportunidade para demonstrar a capacidade fundamental para o futuro da exploração espacial. Essa abordagem ousada também estende a vida útil científica do Swift e é mais acessível do que substituir as capacidades únicas do observatório”, afirma a Nasa em comunicado.