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Telescópio acha asteroide gigante com rotação em velocidade recorde

Descoberto através do Observatório Vera Rubin, asteroide gigante rotaciona sobre o próprio eixo em velocidade que geralmente o destruiria

atualizado

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Observatório Vera C. Rubin da NSF–DOE/NOIRLab/SLAC/AURA/P. Marenfeld
Ilustração colorida mostra asteroide gigante 2025 MN45 - Metrópoles
1 de 1 Ilustração colorida mostra asteroide gigante 2025 MN45 - Metrópoles - Foto: Observatório Vera C. Rubin da NSF–DOE/NOIRLab/SLAC/AURA/P. Marenfeld

O ano de 2026 começou animado no meio astronômico. Logo nos primeiros dias, cientistas divulgaram a descoberta do asteroide 2025 MN45, com cerca de 710 metros de diâmetro. Encontrar objetos gigantes no espaço é até comum, a grande novidade está na velocidade. O objeto celeste rotaciona sobre o próprio eixo em pouco menos de dois minutos, considerado um recorde para um corpo tão grande assim.

A detecção só foi possível devido ao Observatório Vera Rubin, um telescópio localizado no Chile e que possui a maior câmera digital do mundo, a LSST. É a primeira vez que um trabalho revisado por pares utiliza dados do aparelho fotográfico. Os resultados foram publicados na revista The Astrophysical Journal na última quarta-feira (7/1).

A velocidade do giro sobre o próprio eixo de asteroides não é igual para todos e depende de fatores externos e internos, como colisões com outros exemplares e a composição interna deles.

Na maioria dos casos, girar rapidamente costuma ser prejudicial para os objetos. Grande parte deles é feita de aglomerados de entulhos ou escombros pouco resistentes. Quando rotacionam velozmente, eles podem se despedaçar pelo espaço.

Por exemplo, no cinturão principal de asteroides — localizado entre Marte e Júpiter —, os que completam a rotação em menos de 2,2 horas só ficam inteiros se forem compostos de materiais bem fortes, o que não acontece com a maioria.

O fato do 2025 MN45 ir totalmente de encontro ao limite rotacional para não se despedaçar surpreendeu os pesquisadores e abriu margem para hipóteses por trás do fenômeno.

“Claramente, este asteroide deve ser feito de um material com altíssima resistência para se manter íntegro enquanto gira tão rapidamente. Calculamos que ele precisaria de uma força coesiva semelhante à de uma rocha sólida. Isso é um tanto surpreendente, já que a maioria deles é considerada o que chamamos de asteroides aglomerados de escombros”, explica a autora principal do estudo, Sarah Greenstreet, em comunicado.

As principais hipóteses para tamanha resistência é que o asteroide gigante seja feito de materiais fortes e compactos ou até que seja um remanescente de um fragmento sólido de outro objeto muito maior.

Além do 2025 MN45, outros três asteroides também chamaram a atenção por serem extremamente grandes e mesmo assim girarem sobre o próprio eixo rapidamente. Todos os objetos continuarão sendo observados pelos pesquisadores a fim de entender melhor as características deles.

A combinação entre a distância relativamente próxima da Terra e a tecnologia avançada do Vera Rubin pode facilitar a investigação. “Este estudo demonstra que, mesmo em fase inicial de operação, o Rubin está nos permitindo estudar com sucesso uma população de asteroides relativamente pequenos e com rotação muito rápida, que antes não eram acessíveis”, finaliza Sarah.

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