Pesquisadores encontram bebê elefante perdido após a morte da mãe

Após ser encontrado, o elefante filhote foi recebido pela tia e outros membros do grupo, que fizeram uma cerimônia de boas-vindas

atualizado

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Divulgação/Save the Elephants
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1 de 1 Imagem colorida mostra elefantes no Quênia - Metrópoles - Foto: Divulgação/Save the Elephants

Após encontrar um elefante de quatro meses andando sozinho pela mata, um grupo de pesquisadores localizar a manada do animal e o ajudou a reencontrar sua família. Acredita-se que o bebê se perdeu do grupo após ficar desorientado com a morte da mãe. O fato ocorreu na Reserva Nacional de Samburu, localizada no Quênia.

O local onde aconteceu o reencontro é conhecido por conservar diversas espécies selvagens, como elefantes, adaptadas ao clima seco. Para a sorte da cria, entre os pesquisadores que o localizaram na reserva, estava George Wittemyer, um especialista em comportamento dos mamíferos gigantes da área há um longo tempo. Com isso, os cientistas conseguiram descobrir a qual grupo pertencia o bebê.

Um comunicado divulgado na última terça-feira (19/5) pela Universidade Estadual do Colorado, instituição a qual Wittemyer faz parte, contou como foi o reencontro. Segundo a instituição norte-americana, quando chegou, a tia do bebê, chamada Adelaide, caminhou até ele e o chamou. Em seguida, os outros integrantes da manada fizeram uma espécie de cerimônia de boas-vindas. O pesquisador afirma que o comportamento social é comum entre os elefantes.

“Elefantes são animais altamente sociais, formando laços fortes entre si que duram a vida toda. Assim como em nossas sociedades, esses laços compõem o tecido social da sociedade dos animais e sustentam os diversos comportamentos que eles exibem”, explica Wittemyer, que também faz parte da organização de conservação sem fins lucrativos (ONG) Save the Elephants.

Morte da mãe e a “guarda” do bebê elefante

Assim que levaram o bebê a sua família de volta, os pesquisadores descobriram que a mãe dele, Sylvia, morreu provavelmente por causas naturais. Atualmente, a “guarda” do elefante está dividida entre duas tias, Markle e Adelaide. 

Segundo os pesquisadores, o acolhimento do bebê evidencia o comportamento complexo dos elefantes e como eles são animais sensíveis e inteligentes socialmente, devendo ser protegidos de todo o tipo de ataque.

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