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Ciência

Anomalia faz foguete chinês explodir segundos após a decolagem

Long March 7A transportava um satélite de comunicações quando apresentou uma falha durante o voo; causa ainda é investigada

11/08/2026 12:20
VCG / Getty Images
Foto colorida de lançamento de foguete na China - Metrópoles.

Um foguete chinês explodiu menos de 90 segundos após deixar o Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, na ilha de Hainan, no sul da China. O acidente ocorreu nessa segunda-feira (10/8), durante uma missão para colocar no espaço o satélite de comunicações ChinaSat-4B.

O Long March 7A decolou às 20h02 no horário local — 9h02 em Brasília. A partida ocorreu normalmente, mas uma anomalia foi registrada cerca de 83 segundos depois. Imagens feitas nas proximidades mostraram uma grande explosão no céu e a formação de uma nuvem de fumaça.

Autoridades chinesas confirmaram posteriormente que o foguete apresentou uma anormalidade durante o voo e que a missão fracassou. A causa ainda está sob investigação.

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O que aconteceu durante a subida?

Com cerca de 60 metros de altura, o Long March 7A estava nos primeiros minutos da viagem quando ocorreu o problema. Naquele momento, o foguete ainda utilizava o primeiro estágio e os quatro propulsores laterais para ganhar velocidade e altitude.

A separação do primeiro estágio deveria acontecer mais tarde. Portanto, a falha ocorreu em uma fase inicial do lançamento, antes de o foguete conseguir cumprir as principais etapas necessárias para colocar a carga na trajetória planejada.

O foguete transportava o ChinaSat-4B, também conhecido como Zhongxing-4B, um satélite de comunicações que deveria seguir em direção a uma órbita geoestacionária.


O acidente em poucos pontos

  • Foguete: Long March 7A
  • Data: 10 de agosto de 2026
  • Local: Wenchang, na China
  • Falha: explosão cerca de 83 segundos após a decolagem
  • Carga: satélite ChinaSat-4B
  • Resultado: missão perdida
  • Causa: ainda sob investigação
  • Satélite também foi perdido

O Long March 7A é um foguete desenvolvido para transportar cargas para órbitas mais altas. O modelo estreou em 2020, justamente com uma missão que terminou em fracasso. Depois daquela tentativa, acumulou uma sequência de lançamentos bem-sucedidos.

A nova falha deverá ser analisada a partir dos dados registrados durante o voo. Informações como telemetria e comportamento dos sistemas nos segundos anteriores à explosão podem ajudar os investigadores a identificar a origem da anomalia.

Até a conclusão da análise, não há confirmação sobre o componente responsável pela perda do foguete. Qualquer explicação sobre a causa do acidente, por enquanto, permanece como hipótese.