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Pepita desabafa sobre ser a única Rainha trans no Carnaval de SP. Vídeo

Em entrevista ao Metrópoles, Pepita fala sobre o Carnaval, maternidade, e futuros projetos. Confira!

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1 de 1 Pepita - Foto: Divulgação

Priscila Nogueira, mais conhecida como Pepita, é a única Rainha de Bateria trans no Carnaval de São Paulo. À frente da bateria da Unidos de São Lucas, a cantora celebra a chance de ocupar um espaço que, por muito tempo, pareceu inalcançável, ao mesmo tempo em que chama atenção para a falta de representatividade no Brasil.

Em entrevista ao Metrópoles, Pepita falou sobre o significado e a responsabilidade do posto. “Eu acho que existem meninas como eu que sonham em comandar uma bateria. É algo muito louco, mas também uma grande responsabilidade. Espero que os presidentes, as escolas de samba e o Carnaval como um todo entendam que mulheres como eu fazem parte dessa festa e podem, sim, assumir uma bateria”, afirmou.

Para a artista, ainda falta reconhecimento de que a comunidade LGBTQIAPN+ é parte essencial do Carnaval — não apenas na festa em si, mas também nos bastidores, desde a criação das fantasias até o trabalho pesado que sustenta o espetáculo na avenida.

“Se você entrar em qualquer barracão, vai encontrar alguém da minha comunidade carregando pedra, confeccionando fantasias, criando esplendor, fazendo a roupa da rainha, da musa, da passista. E, muitas vezes, essas pessoas não são minimamente valorizadas”, desabafa.

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Pepita é a única Rainha de Carnaval trans de SP
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Pepita relembra o relato de uma profissional que trabalhou por anos nos barracões sem nunca ter desfilado: “Ela nunca tinha pisado na Marquês de Sapucaí, muito menos no Anhembi. Ela fez o Carnaval para as pessoas serem felizes e ninguém chegou a ela para doar uma fantasia para ter essa experiência de pisar no Carnaval. Isso me deixou muito assustada”.

Maternidade

Pepita comemorou recentemente os 4 anos do filho, Lucca Antonio, e falou sobre a vivência da maternidade em entrevista. A artista destacou que a experiência é intensa, real e cheia de aprendizados.

“Não dá para desenhar como um mundo do Peter Pan. Tem dias e dias: alguns mais intensos, outros mais tranquilos. Mas eu estou amando essa experiência. Acho a relação com o meu filho muito gostosa”, afirmou.

Emocionada, a cantora também relembrou a primeira vez em que ouviu do filho um “eu te amo”. “Foi algo muito louco. Nem nos meus melhores sonhos imaginei ouvir, de um ser de quatro anos — que é o amor da minha vida —, que eu sou a melhor mãe do mundo”, contou.

Questionada sobre a possibilidade de aumentar a família, Pepita revelou que esse é um plano dela e do marido, Kayque Nogueira, e que o desejo é ter uma menina. “O Antonio sempre me pede uma irmã. Eu me dou muito bem com meus irmãos, o Kayque também, e um dia ele chegou da escola perguntando por que todo mundo tem irmão e ele não”, relatou.

Carreira

Recentemente, Pepita integrou o elenco de Beleza Fatal, novela de sucesso da HBO Max. Na entrevista, a artista falou sobre a experiência e elogiou o trabalho do autor Raphael Montes.

“Para mim, a experiência foi maravilhosa. Eu já acompanhava muito o trabalho do Raphael e sempre admirei. Quando ele me convidou para viver a Bell, confesso que, num primeiro momento, não entendi. Com o tempo, fui percebendo que ele consegue me enxergar da mesma forma que o público me vê”, afirmou.

Além da atuação na novela, Pepita revelou que está à frente de um documentário que contará sua trajetória pessoal e profissional. Ainda sem data de estreia definida, a produção deve chegar ao público no próximo ano.

“Muita gente me conhece apenas pelo funk, outras me conhecem como meme, e há quem me conheça porque alguém pegou uma imagem minha para fazer de boba da corte da rede social dele. Nesse documentário, as pessoas vão conhecer a Priscila, a minha criadora, a mulher que me fez ser quem eu sou hoje”, concluiu.

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