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Vida & Estilo

Artrose no Carnaval: médico dá dicas para proteger as articulações

Ritmo intenso do Carnaval pode agravar dores articulares; ortopedista alerta e dá orientações para evitar lesões

06/02/2026 09:24
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Reprodução/Instagram
Tânia Maria na divulgação do governo de Pernambuco para o Carnaval 2026

O Carnaval é sinônimo de festa, longas caminhadas, dança e horas em pé. Mas, para quem convive — ou ainda não sabe que convive — com a artrose, o esforço excessivo pode transformar a folia em dor. Cada vez mais comum entre adultos jovens, a doença exige atenção redobrada em períodos de atividade física intensa.

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Entenda

  • Artrose não atinge apenas idosos e cresce entre adultos jovens
  • Excesso de esforço no Carnaval pode agravar sintomas
  • Dor persistente não deve ser tratada como algo normal
  • Cuidados simples ajudam a proteger as articulações

Tradicionalmente associada ao envelhecimento, a artrose deixou de ser um problema restrito à terceira idade. O avanço está ligado a fatores como excesso de peso, sedentarismo e sobrecarga articular, cada vez mais presentes na rotina da população.

Durante o Carnaval, esse cenário se intensifica. O aumento do ritmo de atividades físicas, as longas caminhadas atrás dos blocos, a dança repetitiva e o impacto constante sobre joelhos e quadris podem acelerar o desgaste das articulações — especialmente em pessoas que já apresentam sinais da doença, muitas vezes sem diagnóstico.

Para o médico ortopedista Guilherme Morgado Runco, o período exige atenção especial ao corpo.

“A artrose não é mais uma doença exclusiva da terceira idade. Cada vez mais vemos adultos jovens com queixas articulares, e períodos de esforço intenso, como o Carnaval, podem agravar sintomas que já estavam presentes”, explica.

Quando a dor deixa de ser normal

A artrose é uma doença degenerativa caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem, atingindo principalmente joelhos, quadris, coluna e mãos. Entre os sintomas mais comuns estão dor persistente, rigidez, inchaço e dificuldade de movimento.

Segundo o especialista, o erro mais frequente é ignorar esses sinais.

“Desconfortos pontuais podem acontecer, mas dor frequente, rigidez ao acordar ou limitação de movimentos não devem ser normalizadas. Esses sintomas indicam que a articulação precisa de avaliação médica”, alerta Guilherme.
Foto colorida representativa de homem com dor no joelho devido a artrose - Metrópoles
A artrose provoca o desgaste da cartilagem articular

5 dicas para proteger as articulações no Carnaval

1. Respeite os limites do corpo

Evitar longos períodos de esforço contínuo e intercalar momentos de descanso é fundamental. “O corpo dá sinais claros de sobrecarga. Ignorá-los pode acelerar o desgaste da articulação”, afirma o ortopedista.

2. Não trate a dor como algo normal

Se a dor persistir ou aumentar, a orientação é interromper a atividade. “A dor é um sinal de alerta. Insistir, mesmo que momentaneamente seja tolerável, costuma piorar o quadro após o repouso”, reforça.

3. Evite a automedicação

O uso indiscriminado de analgésicos e anti-inflamatórios pode mascarar sintomas e atrasar o diagnóstico.

“Tomar remédios por conta própria não resolve o problema e ainda traz riscos à saúde das articulações”, explica.
Carnaval
A artrose deixa de atingir apenas idosos e pode ser agravada pelo excesso de impacto e movimento durante o Carnaval

4. Atenção ao peso e à hidratação

O excesso de peso aumenta a sobrecarga, especialmente em joelhos e quadris. Já a hidratação ajuda a manter o equilíbrio do organismo durante o esforço físico prolongado.

5. Invista em acompanhamento médico e fortalecimento muscular

Fortalecer a musculatura é uma das formas mais eficazes de proteger as articulações. “Músculos bem condicionados funcionam como uma proteção natural e ajudam a retardar a progressão da artrose”, destaca o especialista.

Diagnóstico precoce faz diferença

Identificar a artrose precocemente permite tratamentos mais conservadores e eficazes, preservando a mobilidade e a qualidade de vida. Em casos mais avançados, a ortopedia dispõe de técnicas e tecnologias que ampliam as possibilidades de recuperação funcional.

“Quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de controlar a evolução da artrose e manter autonomia e mobilidade ao longo dos anos”, conclui Guilherme Morgado Runco.

No Carnaval, curtir a festa é importante — mas ouvir o corpo também é parte essencial da folia.