Deolane é indiciada no aniversário da filha e irmã desaba: veja
Irmã de Deolane Bezerra, Dayanne Bezerra fez uma publicação nas redes mais uma vez criticando a prisão da influenciadora e advogada
atualizado
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Dayanne Bezerra, irmã de Deolane Bezerra, voltou a se pronunciar contra a prisão da influenciadora e advogada, que foi oficialmente indiciada pela polícia nesta sexta-feira (29/5). Neste dia, a filha mais nova de Deolane, Valentina, comemora o aniversário de 10 anos.
“Meu coração está dilacerado ao ver minha sobrinha comemorando seu tão sonhado aniversário sem a presença da mãe ao seu lado”, escreve a irmã de Deolane. “É impossível não sentir dor ao testemunhar uma criança vivendo a ausência causada por injustiças, mentiras, maldade e perseguições cruéis”, afirmou.
“Nenhuma criança deveria ser privada do abraço, do carinho e do amor da própria mãe por causa da perversidade humana. Hoje deveria ser apenas um dia de alegria, sorrisos e união em família, mas também é um dia marcado pela tristeza de ver uma separação causada por pessoas sem empatia e sem coração”, acrescentou.
Deolane Bezerra foi presa no dia 21 de maio, oito dias antes do aniversário da caçula. Para celebrar os 10 anos de Valentina, ela teria investido mais de R$ 500 mil em uma grande festa, que precisou ser adiada.
Deolane e Marcola indiciados
Oficializado nesta sexta-feira (29/5), o relatório final que indiciou Deolane Bezerra por lavagem de dinheiro e ligação com o PCC traz como evidências fotos que comprovam a relação da influenciadora com membros da família Camacho, especialmente com a cunhada e o irmão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção criminosa.
Veja:
A empresária também apareceu em fotos com Bárbara Alves Mota e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Neto, enteada e filho de Alejandro Camacho, respectivamente. Os vários registros publicados nas redes sociais ao longo dos 7 anos de investigações, segundo a polícia, revelariam um ambiente de convivência e confiança entre Deolane e a família Camacho.
Deolane e Marcola teriam planejado atentado contra Flávio Bolsonaro
Um suposto plano de Deolane Bezerra e Marcola de cometer um atentado contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) veio a público nessa quinta-feira (28/5) após a Polícia do Senado Federal abrir um boletim de ocorrência para apurar o caso.

A medida foi tomada após MC Misa denunciar a investigada em entrevista a um podcast. Ele é o mesmo que, em 2024, a acusou de participar da morte do ex-companheiro, MC Kevin.
O funkeiro afirma que o atentado teria motivações políticas. “Se o Flávio correr risco de ganhar [as eleições], é um desafeto danado, tanto para a esquerda quanto para pessoas [Marcola e o PCC]que ela [Deolane] carrega junto com ela, entendeu?”, disse em entrevista ao canal Frank Clips.
Em nota enviada ao Metrópoles, a Secretaria da Polícia do Senado Federal (SPOL) informou que os procedimentos foram adotados para verificar a procedência e a extensão das informações recebidas.
Entenda a cronologia da operação contra Deolane e o PCC
- A investigação iniciou em 2019, quando policiais penais apreenderam bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau.
- Os manuscritos revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC, à atuação de lideranças do crime organizado e a possíveis ataques contra agentes públicos.
- A Polícia Civil notou a menção a uma “mulher da transportadora”, que teria feito um levantamento de endereços de servidores públicos para auxiliar no planejamento dos ataques do PCC, e chegou a uma transportadora, o que deu início à segunda etapa da investigação.
- Batizada de Lado a Lado e deflagrada em 2021, a operação revelou a utilização da transportadora como braço financeiro do PCC, além de movimentações financeiras incompatíveis e crescimento econômico sem lastro.
- Durante a Operação Lado a Lado, as autoridades apreenderam um celular com indícios de repasses financeiros a Deolane, além de estreitos vínculos da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.
- Deolane, segundo os investigadores, passou a ocupar posição de destaque no caso, em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com o comando do PCC.
- Os levantamentos apontaram recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição de bens de alto padrão, o que fundamentou o desdobramento desta quinta-feira.






























