Zambelli: Justiça italiana volta a adiar decisão sobre extradição

Advogados de Zambelli alegaram à Justiça italiana que o presídio em que ela ficaria no Brasil não respeita os direitos humanos

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Deputada federal Carla Zambelli PL-SP - Metrópoles
1 de 1 Deputada federal Carla Zambelli PL-SP - Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Roma – A Corte de Apelação de Roma, durante audiência nesta terça-feira (20/1), adiou a decisão sobre a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, condenada no Brasil como autora intelectual da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A nova audiência está prevista para acontecer em fevereiro.

Zambelli esteve presente na audiência, que teve as portas fechadas à imprensa.

Os advogados da ex-parlamentar alegaram à Justiça italiana que a prisão que ele ficaria no Brasil, a Colmeia, no Distrito Federal, não respeita os direitos humanos. Atualmente, a ex-deputada cumpre pena no presídio feminino de Rebibbia, em Roma.

Durante a audiência, Zambelli pediu que a corte trocasse os juízes que julgam o caso. Este pedido deve ser protocolado pela defesa em até três dias.

Caso o pedido seja aceito, a audiência sobre a extradição da ex-deputada irá recomeçar. A Corte de Roma deve marcar uma audiência para julgar exclusivamente o caso de Zambelli – até então, ela tem sido julgada em sessões que decidem sobre diversos casos.

Mesmo que a eventual decisão da Corte de Apelação de Roma autorize a extradição, Zambelli ainda poderá recorrer à Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana.

Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia.

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Caso seja extraditada, Zambelli deve ficar custodiada na prisão Colmeia
Sala de aula em prisão
Caso seja extraditada, Zambelli deve ficar custodiada na prisão Colmeia
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Casal cumpre pena na Colmeia, presídio feminino do DF
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Casal cumpre pena na Colmeia, presídio feminino do DF

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Zambelli foi condenada em dois processos no Brasil, ambos com trânsito em julgado:

  • A 10 anos e 8 meses de prisão, pela invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
  • A 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, pelo caso em que perseguiu um homem na rua o apontando uma arma, nas vésperas das eleições de 2022.

Ela renunciou ao mandato de parlamentar em dezembro, após o Supremo Tribunal Federal (STF) anular a votação da Câmara dos Deputados que havia rejeitado o pedido de cassação e mantido o mandato dela como parlamentar.

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