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Brasil

Zambelli: Justiça italiana volta a adiar decisão sobre extradição

Advogados de Zambelli alegaram à Justiça italiana que o presídio em que ela ficaria no Brasil não respeita os direitos humanos

20/01/2026 14:25, atualizado 20/01/2026 15:12
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Deputada federal Carla Zambelli PL-SP - Metrópoles

Roma – A Corte de Apelação de Roma, durante audiência nesta terça-feira (20/1), adiou a decisão sobre a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, condenada no Brasil como autora intelectual da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A nova audiência está prevista para acontecer em fevereiro.

Zambelli esteve presente na audiência, que teve as portas fechadas à imprensa.

Os advogados da ex-parlamentar alegaram à Justiça italiana que a prisão que ele ficaria no Brasil, a Colmeia, no Distrito Federal, não respeita os direitos humanos. Atualmente, a ex-deputada cumpre pena no presídio feminino de Rebibbia, em Roma.

Durante a audiência, Zambelli pediu que a corte trocasse os juízes que julgam o caso. Este pedido deve ser protocolado pela defesa em até três dias.

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Caso o pedido seja aceito, a audiência sobre a extradição da ex-deputada irá recomeçar. A Corte de Roma deve marcar uma audiência para julgar exclusivamente o caso de Zambelli – até então, ela tem sido julgada em sessões que decidem sobre diversos casos.

Mesmo que a eventual decisão da Corte de Apelação de Roma autorize a extradição, Zambelli ainda poderá recorrer à Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana.

Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia.

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Caso seja extraditada, Zambelli deve ficar custodiada na prisão Colmeia
Sala de aula em prisão
Caso seja extraditada, Zambelli deve ficar custodiada na prisão Colmeia
Sala de aula com detentas
Casal cumpre pena na Colmeia, presídio feminino do DF
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Casal cumpre pena na Colmeia, presídio feminino do DF

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Zambelli foi condenada em dois processos no Brasil, ambos com trânsito em julgado:

  • A 10 anos e 8 meses de prisão, pela invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
  • A 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, pelo caso em que perseguiu um homem na rua o apontando uma arma, nas vésperas das eleições de 2022.

Ela renunciou ao mandato de parlamentar em dezembro, após o Supremo Tribunal Federal (STF) anular a votação da Câmara dos Deputados que havia rejeitado o pedido de cassação e mantido o mandato dela como parlamentar.