Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Valdemar critica busca e apreensão contra acusados de agredir Moraes

Brasileiros acusados de hostilizar Moraes foram alvo de busca e apreensão nesta semana. Valdemar defende que "erro não justifica operação"

20/07/2023 13:34, atualizado 20/07/2023 15:17
Vinícius Schmidt/Metrópoles
imagem colorida mostra valdemar costa neto, presidente do pl, partido de jair bolsonaro - Metrópoles minuta golpista

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, criticou, nesta quinta-feira (20/7), o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos de hostilizarem o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na última semana, Moraes e familiares foram xingados no Aeroporto Internacional de Roma, na Itália. Na terça-feira (18/7), a ministra Rosa Weber, do STF, expediu os mandatos de investigação na residência de Roberto Mantovani Filho, 7, e da esposa dele, Andréa Munarão, além do empresário Alexandre Zanatta.

Em publicação no Twitter, Valdemar afirmou que as agressões foram um “erro”, mas não justificam a operação de busca e apreensão na casa dos investigados.

“Independente do erro de se hostilizar um ministro da Corte, ou qualquer pessoa, esse tipo de delito não justifica uma operação de busca e apreensão na casa das pessoas que teriam praticado o ato”, escreveu.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Depois, o político continuou: “A lei tem de ser cumprida e tem de ser igual para todos”, concluiu. Veja a publicação:

Captura de tela mostra publicação de Valdemar Costa Neto nas redes sociais
Publicação de Valdemar Costa Neto nas redes sociais

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Outro lado

Em uma rede social, Yuri do Paredão comentou o caso e afirmou que seguirá defendendo “as ações dos governos que tragam melhorias para o povo brasileiro”.

“Respeito a decisão do presidente. E agradeço a oportunidade dada na eleição de 2022. Sigo como deputado federal defendendo a democracia, fazendo política com diálogo, respeito, sem radicalismo, com tolerância, e defendendo as ações dos governos que tragam melhorias para o povo brasileiro”, escreveu.

Entenda

Por meio de nota, a PF confirmou o cumprimento dos mandados em dois endereços da cidade de Santa Bárbara d’Oeste (SP). “As ordens judiciais estão sendo cumpridas no âmbito de investigação que apura os crimes de injúria, perseguição e desacato praticados contra ministro do STF”, informa o texto.

Conforme o advogado dos três investigados, Ralph Tórtima, as buscas ocorreram nas residências e automóveis dos investigados. “Uma busca em torno de celular querendo encontrar alguma vinculação de algum deles com alguma questão relacionada com urna eletrônica ou ataque golpista, o que não existe”, disse.

De acordo com a PF, Moraes estava na Itália para palestrar no Fórum Internacional de Direito, na Universidade de Siena, quando a família do ministro foi abordada por uma mulher identificada como Andréa, que xingou o magistrado de “bandido, comunista e comprado”. Depois, iniciou-se uma confusão, que culminou, inclusive, em agressão ao filho de Moraes.