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Eleições 2026Brasil

TSE proíbe uso da imagem de Bolsonaro em santinhos de candidatos

Decisão liminar de ministra do TSE cita determinação de Alexandre de Moraes que impede Bolsonaro de divulgar manifestos político-eleitorais

16/09/2026 19:17, atualizado 16/09/2026 19:34
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Imagem colorida do ex-presidente Jair Bolsonaro concedendo entrevista ao Metrópoles - Metrópoles

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu, em decisão liminar, o uso da imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em santinhos e outros materiais impressos de campanha que o apresentem como apoiador ou pedindo votos para candidatos.

A decisão foi tomada pela ministra Estela Aranha, nesta quarta-feira (16/9), em uma ação que discute o uso da imagem de Bolsonaro em materiais de campanha do deputado estadual e candidato à reeleição Lucas Bove (PL-SP).

No caso analisado, Bolsonaro aparece em destaque ao lado da fotografia, do nome e do número de urna de Bove. Segundo a ação, foram confeccionados 50 mil santinhos com a imagem do ex-presidente.

Com a liminar, Bove deverá interromper a distribuição dos santinhos e dos wind banners que tenham a imagem de Bolsonaro. A medida, porém, vale até que o TSE analise o mérito do recurso.

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“Determinando ao representado que se abstenha de veicular quaisquer santinhos e wind banners que contenham a imagem de Jair Messias Bolsonaro, até o julgamento definitivo deste Tribunal”, diz um trecho.

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Ex-presidente foi condenado por tentativa de golpe de Estado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
Jair Bolsonaro em casa
Wind banners e santinhos que contenham a imagem de Jair Messias Bolsonaro foram proibidos
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Ex-presidente foi condenado por tentativa de golpe de Estado
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Ex-presidente foi condenado por tentativa de golpe de Estado

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Jair Bolsonaro em casa
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Jair Bolsonaro em casa

Hugo Barreto/Metrópoles

Decisão cita determinação de Moraes

  • A ministra Estela baseou a decisão em uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu Bolsonaro de divulgar “manifestos político-eleitorais”, inclusive por meio de terceiros.
  • Para ela, a utilização da imagem do ex-presidente ao lado da fotografia, do nome e do número de um candidato pode ser interpretada pelo eleitorado como uma manifestação de apoio político-eleitoral.
  • Nesse cenário, segundo Estela, o uso da imagem poderia representar uma tentativa de contornar a determinação do STF.
  • A decisão não trata, especificamente, de vídeos ou fotografias de Bolsonaro publicados em redes sociais.
  • A restrição recai sobre materiais de propaganda eleitoral em que a imagem do ex-presidente, pelo contexto em que é apresentada, possa sugerir um apoio atual a uma candidatura específica.

TRE-SP havia liberado material

O caso chegou ao TSE depois que o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) reformou uma decisão anterior e autorizou o uso do material pela campanha de Bove.

O tribunal paulista considerou que a determinação do STF tinha Bolsonaro como alvo específico e não poderia ser automaticamente estendida a terceiros.

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O TRE-SP também entendeu que a simples presença da fotografia do ex-presidente em uma peça eleitoral não significa, por si só, que Bolsonaro tenha feito uma manifestação política ou pedido votos para o candidato.

A ministra do TSE adotou entendimento diferente. Para ela, a decisão do STF não se limita a manifestações feitas diretamente por Bolsonaro, mas também alcança aquelas divulgadas “por terceiros”.

“Nesse contexto, revela-se plausível a tese recursal de que a utilização, em material de propaganda eleitoral, da imagem de Jair Messias Bolsonaro em posição de destaque ao lado da fotografia, do nome e do número de urna do representado indica, perante o eleitorado, manifestação de apoio político-eleitoral, em burla à referida decisão do STF”, escreveu Estela.

O Metrópoles tenta contato com o deputado Lucas Bove. O espaço segue aberto.