
Cobrada, campanha de Lula muda o tom contra Flávio Bolsonaro nas redes
Nova estratégia da campanha de Lula aposta em tom mais enfático contra Flávio e foca em comparar gestões e explorar relação dele com Vorcaro

Cobrada a ajustar a estratégia em reação ao recente crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas, a campanha à reeleição do presidente Lula começou a subir ainda mais o tom contra o senador nas redes sociais.
A nova estratégia aposta em uma comunicação com tom mais enfático e foca em duas frentes: reforçar a comparação entre os governos Lula e Jair Bolsonaro e explorar as investigações contra Flávio no Caso Dark Horse.
Nas últimas horas, o perfil de Lula nas redes começou a compartilhar imagens e vídeos sobre a pandemia de Covid-19, as declarações de Bolsonaro sobre os doentes e pessoas buscando ossos para comer.
As postagens são acompanhadas de frases que tentam associar a eventual eleição de Flávio em 2026 à continuidade da gestão do pai. “Se o paz fez isso, imagina o filho“, diz uma das postagens.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha“Votar em Flávio é votar em Vorcaro”
A relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, por sua vez, tem sido explorada sobretudo por aliados do presidente, que investem no discurso de que “votar em Flávio é votar em Vorcaro“.
“O que está evidente para a sociedade brasileira é que votar em Flávio Bolsonaro é votar em Daniel Vorcaro”, escreveu no X o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares.
Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha
Frequência de envio: Diário
Ver todasA nova ofensiva da campanha de Lula contra Flávio nas redes se intensificou após o STF adiar o desfecho do julgamento de um pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
Embora o próprio Lula não tenha relação direta com o julgamento, a atuação incisiva a favor de Moraes por parte de ministros indicados pelo petista tem sido usada por Flávio para atacar o atual presidente.
A reação de Lula demorou?
Questionado pela coluna se a mudança de tom contra o primogênito de Jair Bolsonaro não teria ocorrido tarde — a eleição será daqui a 17 dias —, o secretário de Comunicação do PT contemporizou.
“É natural que a campanha se ajuste à conjuntura. Disputas eleitorais são dinâmicas e a necessidade de responder aos temas de maior destaque é um processo habitual”, afirmou Éden Valadares.
Segundo o dirigente petista, a orientação de Lula é combinar a ofensiva política com comparações entre as duas gestões e propostas sobre custo de vida, segurança, educação e saúde.









