TSE nega recurso e mantém Pezão, ex-governador do RJ, inelegível até 2022
Político cumpre prisão domiciliar por corrupção e ficou inelegível por suspeita de abuso de poder político e econômico nas Eleições 2014

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nesta quinta-feira (14/10), um recurso da defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão e manteve a inelegibilidade do político até 2022. Ele ficou impedido de concorrer a cargos públicos a partir de uma decisão de 2019 do Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-RJ) por abuso de poder político e econômico no âmbito das eleições 2014.
A Corte afirmou que Pezão concedeu benefícios financeiros a empresas que, em troca, doaram recursos para sua campanha. O voto pela negação do recurso foi dado pelo ministro Luís Felipe Salomão, acompanhado pelos ministros Mauro Campbell, Carlos Horbach, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e Edson Fachin. A única a divergir foi a ministra Maria Cláudia Bucchianeri, que alegou que as doações em si foram a única prova apresentada ao longo do processo.
Em abril de 2019, o plenário do TSE já havia decidido pela cassação do mandato de Pezão e o tornado inelegível. Porém, o ex-governador do RJ entrou com recurso para pedir a anulação da decisão. Ele ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ver todasLuiz Fernando Pezão cumpre prisão domiciliar desde dezembro de 2019 no município de Piraí, no interior do estado. Ele chegou a ser preso e foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo a Justiça, ele participou de um esquema de corrupção no governo Sérgio Cabral, de quem foi vice. Ele teria começado a liderar a ação enquanto ainda era secretário de Obras e deu prosseguimento ao crime quando assumiu o governo, com a renúncia de Cabral para tentar se eleger no Senado Federal.












