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Tereza Cristina diz que PEC da 6x1 não pode ser votada “de afogadilho”

Líder do PP no Senado defende mudanças no texto da PEC do fim da escala 6x1 e afirma que discussão ainda não amadureceu na Casa

07/10/2026 22:44
Andre Borges/Especial Metrópoles
Senadora Tereza Cristina

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta quarta-feira (7/10) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 precisa de mudanças antes de ser votada pelo plenário do Senado. Líder do PP na Casa e vice-líder da minoria, ela disse que o texto não deve avançar “de afogadilho” e defendeu mais discussão sobre os efeitos da proposta.

“Eu já votei, eu já fui contra na CCJ. Não é que eu sou contra a matéria, eu acho que o texto não está bom. Eu acho que esse texto pode ser melhorado. Por que ele não pode ser melhorado? É uma PEC, gente. Nós estamos mexendo com a Constituição do Brasil, nós não estamos fazendo um projeto de lei que amanhã pode ter algum emendamento nele”, afirmou.

Tereza disse, ainda, que considera a redução da jornada praticamente pacificada.

“A jornada eu acho que está praticamente pacificada. Agora, nós não podemos, a escala é um problema, porque nós temos segmentos da economia muito diferentes que atuam de maneiras diferentes e que vão ter realmente prejuízo, e prejuízo para a população, para a sociedade, não só para a economia, mas para a sociedade, de como é que isso vai acontecer”, declarou a parlamentar.

Questionada, entretanto, se seria favorável a votar a PEC depois do segundo turno presidencial, a senadora desconversou.

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“Eu não sou favorável que vote nem antes nem depois. Só não pode ser uma medida votada de afogadilho para ser eleitoreira”. Mais adiante, afirmou: “Eu não. Eu acho que pode prejudicar o Brasil. Eu não estou preocupada nem com eleição. Eu acho que esse assunto é um assunto do Brasil”, disse Tereza.

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Oposição e Centrão querem retardar votação do texto

Nesta semana, senadores de PL, PP e Republicanos tentaram evitar que a PEC fosse votada antes do segundo turno da eleição presidencial. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), porém, manteve a tramitação.

Tereza já havia votado contra o parecer aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, ao lado de Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Jaime Bagattoli (PL-RO). Os quatro também se posicionaram contra o calendário especial para acelerar a análise da matéria.

A senadora é próxima de Flávio Bolsonaro (PL) e chegou a ser cotada para compor a chapa presidencial.

Em julho, indicou a aliados que havia aceitado o convite para ser vice, mas a composição não avançou depois que o PP decidiu manter a neutralidade no primeiro turno, por receio, nos bastidores, de uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda no primeiro turno.

Tereza foi ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro (PL).

A PEC 221/2019, defendida pelo governo Lula, foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, em dois turnos.

O texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, estabelece dois dias de descanso por semana e mantém os salários.

No Senado, a proposta já passou pela CCJ e precisa ser aprovada em dois turnos pelo plenário, com ao menos 49 votos favoráveis em cada um.