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Governo prepara calendário especial da 6x1 e Alcolumbre diz que vai votar

Governo Lula quer votar o fim da escala 6x1 antes de 2º turno. Oposição tenta deixar discussão para depois das eleições

07/10/2026 17:25, atualizado 07/10/2026 17:54
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse, nesta quarta-feira (7/10), que colocará em votação requerimentos para mudar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 caso sejam apresentados.

Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo, colhe assinaturas para um calendário especial e espera protocolar o documento na quinta-feira (8/10). O plano do governo é apresentar e votar esse calendário na próxima semana. 

A líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em conversas com líderes partidários para obter os apoios necessários e, assim, garantir uma votação antes do segundo turno das eleições. A oposição também se organiza, e aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tentam adiar a votação para depois da conclusão do pleito.

Alcolumbre disse que se comprometeu com os pares a deixar a votação para depois das eleições, já que muitos deles estavam em campanha e não queriam “contaminar” a disputa. Tendo sido “convencido” pelos senadores, Alcolumbre informou ter avisado que colocaria a redução da jornada de trabalho em discussão logo depois do primeiro turno.

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Plenário

O presidente do Senado colocou a PEC em plenário nesta semana para iniciar as sessões de discussão previstas no regimento. Pelas regras, deve passar por cinco debates e, depois, por dois turnos de votação, com cinco dias úteis entre um e o outro. Com um calendário especial, podem ser adiantadas algumas etapas, algo que a oposição tenta inviabilizar.

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Senadores bolsonaristas se reuniram nesta quarta para discutir a estratégia. O líder do grupo e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), disse que vão insistir em seguir o regimento e não ter “atropelos” na votação. Também falou que “não faz bem ao país” discutir a redução da jornada da maneira proposta.