Tabata: PL da Misoginia não avança na Câmara por "questões eleitorais"
Segundo a deputada, apenas o Partido Liberal não quis recebê-la para apoiar o projeto. Ela criticou o uso político da pauta das mulheres

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) afirmou que não tem expectativa de que o projeto de lei que tipifica a misoginia seja votado na Câmara antes do recesso parlamentar. Em entrevista ao Acorda, Métropoles, nesta quarta-feira (15/7), ela afirmou que dialogou com todas as agremiações e que apenas o Partido Liberal não se mostrou aberto a aderir à proposta que protege as mulheres. Segundo a parlamentar, a pauta não avança na Câmara por “questões eleitorais”.
“Nos últimos três meses, eu dialoguei com todo mundo. O único partido que não quis me receber, nesse projeto que criminaliza o ódio contra as mulheres, foi o PL. Da esquerda à direita, eu conversei com todo mundo: bancada evangélica, bancada católica. E acolhi as sugestões que vieram”, disse.
Entenda
- Projeto visa criminalizar o ódio, a aversão e a discriminação contra mulheres.
- Deputada diz que proposta foi alvo de fake news.
- Câmara deve entrar de recesso sem votar o projeto.
- Segundo Tabata, apenas o PL não quis recebê-la para apoiar a proposta.
O PL da Misoginia é uma das principais demandas da bancada feminina. O texto equipara a misoginia ao crime de racismo, torna a prática inafiançável e imprescritível, com pena de 2 a 5 anos de prisão. A proposta busca punir condutas motivadas por ódio, menosprezo ou discriminação contra mulheres.

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Ver todasTabata Amaral afirmou que a votação está travada porque há dois movimentos contra o projeto. O primeiro é a disseminação de notícias falsas sobre o PL da Misoginia nas redes sociais. O segundo se concentra em usar o tema em palanques eleitorais.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“A gente não está conseguindo votar o PL por questões eleitorais. Isso é lamentável porque esse não deveria ser um projeto para ser palanque de um ou de outro”, disse.
“No Senado, esse texto foi aprovado de forma unânime. A senadora Damares Alves, o senador Flávio Bolsonaro, todos votaram a favor. É inconcebível alguém ser de direita ou de esquerda, religioso ou não, e diga não ser a favor de proteger as mulheres e não ser a favor dos criminosos que estão matando as mulheres no nosso país”, acrescentou a parlamentar.











