Suspeito seguiu desaparecidos no AM com espingarda, diz testemunha

Amarildo é conhecido por ser "muito perigoso" e prometeu "trocar tiros" com indigenista Bruno Pereira, afirmou homem ouvido pela polícia

atualizado 09/06/2022 9:47

Amarildo da Costa de Oliveira preso pela políciaArquivo pessoal

Uma testemunha do desaparecimento do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira na Amazônia disse ter visto o suspeito Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, carregando uma espingarda e fazendo um cinto de munições e cartuchos logo após a dupla deixar a comunidade ribeirinha São Rafael. Amarildo está detido pela polícia.

O relato da testemunha foi revelado e publicado pelo jornal O Globo nesta quinta-feira (9/6). O homem também afirmou que Pelado é conhecido por ser “muito perigoso” e havia prometido “acertar contas” e “trocar tiros” com Bruno Pereira.

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Conforme narrou a testemunha, após Bruno e Dom deixarem a comunidade, um colega de Pelado foi visto em seu barco com o motor ligado, à espera do amigo. De acordo com o relato, também havia uma terceira pessoa deitada na embarcação, perto do local onde a dupla desapareceu.

Pelado teria sido visto novamente no barco, abaixo do rio Itaquí, com outras quatro pessoas. O veículo estaria em alta velocidade. Segundo a testemunha, “não resta dúvidas” de que Pelado e os comparsas seguiram a embarcação de Bruno e Dom para “fazer algo ruim”.

O relato da testemunha coincide com as investigações da Polícia Militar do estado. A corporação prendeu Pelado, e agentes afirmaram que a lancha foi vista perseguindo o barco de Bruno e Dom.

Testemunhas informaram aos policiais que o barco do suspeito, apreendido pelos investigadores, passou em alta velocidade atrás da embarcação em que Bruno Pereira e Dom Philips estavam.

Segundo as apurações, o indigenista tinha uma visita agendada com o líder comunitário da região apelidado de Churrasco, tio de Amarildo da Costa de Oliveira. A reunião tinha como objetivo tratar do trabalho conjunto entre ribeirinhos e indígenas na vigilância do território.

Churrasco foi detido na segunda-feira (6/6) para prestar esclarecimentos à polícia, na condição de testemunha. Amarildo da Costa de Oliveira prestou novo depoimento à polícia na quarta-feira (8/6).

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