STF reconhece racismo estrutural no Brasil e manda União traçar plano

Por maioria, o STF reconheceu a violação de direitos da população negra e determinou revisão ou elaboração de plano que promova igualdade

atualizado

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Fotos: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por maiora, nesta quinta-feira (18/12), a existência do racismo estrutural no Brasil e graves violações a preceitos fundamentais da população negra. Os ministros ainda deram 12 meses para que a União elabore novo plano ou revise o Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir), além de outras providências aplicadas.

Os ministros analisaram a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF nº 973), que discutiu o reconhecimento da violação sistemática dos direitos fundamentais da população negra e pediu a adoção de medidas de reparação e de políticas públicas em favor dessas pessoas.

A ação conjunta foi ajuizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialismo e Liberdade (PSol), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Rede Sustentabilidade, Partido Verde (PV) e Partido Democrático Trabalhista (PDT).

As legendas alegaram “graves lesões a preceitos fundamentais da Constituição praticadas pelo Estado brasileiro por ações e omissões reiteradas que culminam na violação sistemática dos direitos constitucionais à vida, à saúde, à segurança e à alimentação digna da população negra”.

Decisão

A ADPF, sob relatoria do ministro Luiz Fux, teve a maioria dos votos para reconhecer a omissão estatal sistêmica no enfrentamento das violações de direitos da população negra e propõe que o poder público adote uma série de políticas de reparação, incluindo um plano nacional de enfrentamento ao racismo, com participação do judiciário.

Contudo, os ministros não reconheceram o estado inconstitucional de coisas, quando há falha persistente do Estado, porque entendem que há um conjunto de medidas já adotadas ou em andamento que visam sanar as omissões históricas.

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