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Igor Gadelha

Em carta a Lula, instituto cobra indicação de ministra negra ao STF

Instituto de Defesa da População Negra, grupo ligado ao movimento negro, enviou carta a Lula cobrando uma ministra negra no STF

10/10/2025 18:14, atualizado 10/10/2025 19:17
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Luis Nova/Especial Metrópoles
Lula

O Instituto de Defesa da População Negra, grupo ligado ao movimento negro, enviou uma carta ao presidente Lula nesta sexta-feira (10/10), cobrando que o petista indique uma mulher negra para o STF.

O grupo deseja que o presidente da República faça a indicação para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou na quinta-feira (10/10) que se aposentará da Corte em breve.

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A primeira ministra negra a fazer parte do TSE, Edilene Lôbo
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Edilene Lôbo, ex-ministra do TSE
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Edilene Lôbo, ex-ministra do TSE

Alejandro Zambrana/Secom/TSE
A primeira ministra negra a fazer parte do TSE, Edilene Lôbo
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A primeira ministra negra a fazer parte do TSE, Edilene Lôbo

Antonio Augusto/Secom/TSE
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Reprodução
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Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Na carta, à qual a coluna teve acesso, o IDPN destaca que, mesmo após quase três anos de mandato, apenas duas mulheres negras foram nomeadas para cargos relevantes.

As duas negras citadas na carta são Edilene Lôbo e Vera Lúcia Santana de Araújo. Ambas foram indicadas por Lula para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em funções temporárias e sem remuneração fixa.

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No documento, o Instituto lembra que a população negra foi decisiva para a eleição de Lula, com 60% das intenções de voto entre pessoas autodeclaradas pretas, segundo o Datafolha.

“O que reivindicamos, neste momento, é que o Movimento Negro Brasileiro seja ouvido com o mesmo respeito e atenção dados a outros grupos políticos na discussão sobre a sucessão do Ministro Barroso. O Movimento Negro Brasileiro não busca cargos: constrói um projeto de país. Um projeto gestado coletivamente ao longo de cinco séculos de resistência e conquistas”, diz um trecho da carta.

A mobilização “Ministra Negra Já”, que ganhou projeção nacional e internacional em 2023, é citada como símbolo da demanda por reconhecimento e inclusão real.