STF: Moraes, Toffoli e Gilmar lamentam morte de Raul Jungmann

Ministros ressaltaram legado institucional do ex-ministro da Justiça. Os magistrados prestaram solidariedade à família e amigos

atualizado

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto colorida de Raul Jungmann - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Raul Jungmann - Metrópoles - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), lamentaram a morte do ex-ministro da Justiça Raul Jungmann, ocorrida nessse domingo (18/1).

Em nota, Moraes — que ocupa a presidência do Supremo durante as férias coletivas e o recesso forense dos magistrados — manifestou solidariedade à família e aos amigos. Moraes e Jungmann trabalharam juntos no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).

“O Supremo Tribunal Federal, em nome do Poder Judiciário brasileiro, lamenta a morte do Ministro Raul Jungmann e apresenta sentimentos a todos os seus familiares, desejando muita força nesse difícil momento. Raul Jungmann, um grande democrata, foi exemplo de homem público, que exerceu diversos cargos, sempre com competência, lealdade e eficiência, como presenciei durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, quando trabalhamos juntos na coordenação da inteligência e segurança do evento”, escreveu Moraes em nota.

Toffoli também lamentou a morte do colega. Os dois estiveram juntos, em 2023, em uma reunião na Corte para tratar de temas institucionais relacionados ao setor mineral e a questões jurídicas. Toffoli descreveu o colega como um defensor da democracia.

“Lamento profundamente a morte de Raul Jungmann. Em momentos decisivos da história, quando a democracia foi colocada à prova, ele atuou com coragem, clareza e senso de responsabilidade pública. Foi uma presença firme na defesa da ordem constitucional, das instituições e do Supremo Tribunal Federal nos períodos mais difíceis. O Brasil perde um homem público que não se escondeu quando a República mais precisou”, escreveu.

Já Gilmar pontuou que a morte de Jungmann o atinge de forma especialmente dolorosa, já que ambos eram amigos e sempre mantiveram uma relação marcada pelo diálogo e pelo mesmo propósito: a defesa da democracia, que exige compromisso permanente com a Constituição.

“Raul foi um homem público de rara integridade e de extraordinária densidade republicana. No exercício de funções centrais no Estado brasileiro, especialmente como ministro no governo de Fernando Henrique, integrou um verdadeiro dream team comprometido com a estabilização institucional, as reformas estruturais e a consolidação da ordem constitucional inaugurada em 1988. Atuou com responsabilidade e profundo respeito às instituições, em um período decisivo da história nacional”, escreveu.

Obituário

Em tratamento contra um câncer, o ex-ministro estava internado no hospital DF Star, em Brasília. Jungmann comandou as pastas da Defesa e da Segurança Pública na gestão Temer e, anteriormente, ocupou os ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Política Fundiária durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Em nota, o Ibram manifestou pesar e afirmou que “Jungmann será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira”.

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